O projeto Green Pipeline Project – A Energia Natural do Hidrogénio, da Floene (antiga Galp Gás Natural Distribuição), no Seixal, recebeu a visita de uma delegação de deputados do Estado Federal da Saxónia–Anhalt, da Alemanha.
A comitiva era composta por 12 deputados da Comissão da Ciência, da Energia, da Ação Climática e do Ambiente do Parlamento do Estado Federado, o Ministro do Estado Federado para a Ciência, Energia, Ambiente e Ação Climática, Armin Willingmann, representantes da Embaixada da Alemanha em Portugal e da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Alemã.
Inaugurado em março pelo Primeiro-Ministro, António Costa, o projeto promovido pela Floene, que introduziu pela primeira vez hidrogénio verde na rede de distribuição de gás, tem despertado o interesse de várias entidades e empresas a nível internacional.
Atualmente está a abastecer um conjunto de 82 clientes residenciais, terciários e industriais, tem, assim, inspirado outros projetos a nível nacional e internacional.
Estes estão a receber atualmente uma mistura de 12% de hidrogénio verde (H2) com gás natural, aumentando a percentagem de H2 até um máximo de 20%. O H2 é produzido localmente, com energia 100% renovável, no Parque Industrial do Seixal, pela empresa portuguesa Gestene.
Kathrin Tarricone, a Presidente da Comissão da Ciência, Energia, Proteção do Clima e do Ambiente que chefia esta delegação mostrou-se “impressionada com a arte da engenharia apresentada hoje. A tarefa política, agora, consiste em apoiar a implementação prática em larga escala.”
Por sua vez, Armin Willingmann, Ministro da Ciência, Energia, Proteção do Clima e do Ambiente, constatou que “Aqui no Seixal, tal como na Saxónia-Anhalt, há esforços muito sérios no fornecimento de hidrogénio verde. Aqui podemos beneficiar das nossas experiências mútuas e permanecer em intercâmbio.”
Gabriel Sousa, CEO da Floene, sublinha que “este projeto tem funcionado com um laboratório para o desenvolvimento de outros de maior escala e veio provar que a rede da Floene, sendo uma das mais modernas da Europa, está preparada para receber gases renováveis sem necessidade de adaptação ou investimento adicional, o que constitui uma importante mais-valia para a implementação da estratégia de descarbonização da infraestrutura e da economia”.














