Prestação da casa desce em março para contratos com Euribor a 3 e a 6 meses

A prestação paga pelos clientes ao banco no crédito à habitação vai descer em março nos contratos indexados à Euribor a três e a seis meses face às últimas revisões, segundo a simulação da Deco/Dinheiro&Direitos.

Executive Digest com Lusa

A prestação paga pelos clientes ao banco no crédito à habitação vai descer em março nos contratos indexados à Euribor a três e a seis meses face às últimas revisões, segundo a simulação da Deco/Dinheiro&Direitos.

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Um cliente com um empréstimo no valor de 150 mil euros a 30 anos, indexado à Euribor a seis meses e com um ‘spread’ (margem de lucro do banco) de 1%, paga a partir deste mês 447,40 euros, o que traduz uma descida de 5,72 euros face à ultima revisão em setembro.

Já num empréstimo com as mesmas condições, mas indexado à Euribor a três meses, o cliente passa a pagar 446,09 euros, menos 1,31 euros do que o que pagou desde dezembro.

Desde abril de 2020 que milhares de famílias não estão a pagar o crédito à habitação, fazendo uso do decreto-lei do Governo que permite moratórias nos créditos à habitação. O período inicial da suspensão dos pagamentos foi entretanto estendido até 30 de setembro de 2021.

Um diploma publicado no ano passado, mas com produção de efeitos a 01 de janeiro de 2021 veio, entretanto, permitir a adesão às moratórias até 31 de março, não podendo o período de aplicação das medidas exceder os nove meses contados da data de comunicação da adesão.

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Este limite dos nove meses contempla eventuais períodos que já tenham estado cobertos por moratória.

As taxas Euribor são o principal indexante em Portugal nos contratos bancários que financiam a compra de casa. A Euribor a seis meses é a mais usada, seguida da taxa a três meses.

Em fevereiro, a média da taxa Euribor a seis meses foi de -0,521% e a média da taxa a três meses de -0,541%.

As taxas Euribor estão em terreno negativo desde 2015 e a expectativa é que se mantenham negativas ou perto de 0% nos próximos anos devido sobretudo à política de estímulos monetários do Banco Central Europeu (BCE), o que tem impacto positivo nos créditos bancários, que estão mais baratos.

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