Preço dos alimentos dispara para novo recorde

Os preços mundiais dos alimentos voltaram a aumentar em abril pela 11ª vez consecutiva. O alerta é dado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

De acordo com o índice de preços alimentares da FAO, que mede as alterações mensais de um cabaz de cereais, oleaginosas, produtos lácteos, carne e açúcar, atingiu uma média de 120,9 pontos no mês passado, contra uma revisão de 118,9 em março, atingindo o seu nível mais alto desde maio de 2014 – e em termos nominais está 12% abaixo do seu máximo histórico registado em fevereiro de 2011.

No cabaz de produtos, o açúcar é o produto em destaque. De acordo dados da FAO, o Índice de Preços do Açúcar aumentou 3,9% durante o último mês, registando níveis quase 60% mais elevados do que em abril de 2020, com as preocupações sobre o lento progresso da colheita no Brasil e os danos causados pelas geadas em França a aumentarem as preocupações sobre o aperto do abastecimento mundial.

A FAO reviu também as suas previsões para os stocks mundiais de cereais no final das estações deste ano para 805 milhões de toneladas sobre os prováveis stocks de milho na China e nos EUA, o que representa um declínio de 2,3% em relação aos seus níveis de abertura. “Espera-se que o rácio global de stocks de cereais para utilização se situe nos 28,3%, um mínimo de sete anos”, refere a FAO em comunicado.

Os técnicos da FAO preveem ainda que o comércio mundial de cereais em 2020/21 atinja 467 milhões de toneladas, uma expansão anual de 5,9%.



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