Após ter sido ultrapassada pela Índia, no ano passado, como país mais populoso do mundo, a China está a registar quebras no saldo populacional e, a manter-se a tendência, poderá perder até 60% da sua população até final do século.
O alerta é da Academia de Ciências Sociais de Xangai (SASS), que assinala que a atual população, de 1,4 mil milhões de pessoas, deverá chegar apenas aos 525 milhões em 2100.
O relatório de especialistas surge depois de o Governo chinês revelar as estatísticas que dão cota de que, em 2023, o número de mortes na China ultrapassou o de nascimentos. è o segundo ano consecutivo.
As novas projeções do SASS representam menos 62 milhões de pessoas na Chin até 2100, face à previsão feita pela mesma academia no ano passado, o que revela que a tendência está a acelerar.
“A nossa previsão atualizada para a China antecipa a nossa projeção de quando a população mundial atingirá o pico em um ano, para 2083, embora haja muita coisa incerta”, indica Peng Xiujian, investigadora da Universidade Victoria, em declarações à Newsweek.
“O declínio acelerado da população da China enfraquecerá a economia da China e, através dela, a economia mundial”, indicou a cientista.
O país, á semelhança de outras nações da Ásia oriental, enfrenta a realidade de uma força laboral em rápido envelhecimento, o que pode levar à escassez de trabalhadores qualificados em breve, diminuição da oferta de mão-de-obra e maiores pressões sobre os sistemas de saúde e segurança social da China.
Recorde-se que o Presidente Xi Jinping, no ano passado, apelou aos chineses para “promoverem ativamente uma nova cultura de casamento e procriação e reforçarem a orientação sobre a visão dos jovens sobre o casamento”.














