Longe de imaginarmos que teríamos um novo lockdown ainda mais exigente que o primeiro, em Setembro de 2020 houve um boost considerável de investimento em comunicação. Na realidade, as marcas nunca deixaram de comunicar. A esperança de que o pior tinha passado e a necessidade de recuperar o tempo e o negócio perdido levou o mercado a agir. Foi, no entanto, “sol de pouca dura”. E à medida que nos aproximamos de Setembro de 2021, com a vacinação a ganhar velocidade, muitos vêm esse momento como o do início da tão desejada recuperação. Mas as incógnitas ainda são muitas. Desde as diferentes estirpes que continuam a surgir e para as quais não se sabe qual a eficácia das vacinas que estão a ser administradas, até ao facto de que quem está vacinado pode ainda assim contaminar outros. Reflexo destas incertezas são as respostas deste painel às perguntas colocadas: resiliência é a palavra que melhor descreve o que esperamos de 2021, seguida por incerteza. Por outro lado, “investimento e inovação”, são eleitas de forma destacada como sendo a área de intervenção prioritária para utilização dos fundos europeus da famosa “bazuca”. Prossigamos, pois, mas com cautela e de forma planeada. Demasiado entusiasmo pode revelar-se fatal para um tecido empresarial já tão fragilizado.
Testemunho publicado na edição de Abril (nº. 181) da Executive Digest, no âmbito da XVII edição do seu Barómetro.














