OMS classifica de «alto risco» propagação do coronavírus a partir da indústria de peles de animais

A Organização Mundial de Saúde e mais duas entidades realizaram um estudo onde apontam que há um “elevado risco” de propagação do novo coronavírus a partir da indústria de exploração de peles de animais para os humanos.

Mara Tribuna

A Organização Mundial de Saúde (OMS), a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura e a Organização Mundial da Saúde Animal realizaram um estudo onde apontam que há um “elevado risco” de propagação do novo coronavírus a partir da indústria de exploração de peles de animais para os humanos.

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As três entidades avaliaram o risco do grande número de explorações de criação de peles na Europa, da grande variedade de espécies animais utilizadas para essa criação e do elevado número de casos de covid-19 relatados em pessoas.

Em abril do ano passado, os Países Baixos comunicaram pela primeira vez a presença de covid-19 em crias de visons (ou martas). Desde então, outros nove países, sete dos quais da Europa, relataram descobertas semelhantes, o que se deve ao facto de a Europa ser o continente com o maior número de países produtores de peles de animais.

Também em novembro, a Dinamarca detetou uma variante do SARS-CoV-2 associada aos visons, com uma combinação de mutações previamente não observadas.

Na sequência destas descobertas, a OMS, em colaboração com o Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças, reuniu-se com os países produtores de peles de martas e realizou um inquérito sobre o novo coronavírus em explorações destas peles na Europa.

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As análises identificaram várias combinações de mutações em variantes associadas às martas. Além disso, os dados também mostraram que as medidas de biossegurança obrigatórias e recomendadas para prevenir a transmissão do vírus entre animais e seres humanos diferem consideravelmente entre os países europeus.

Assim, as três organizações salientam a necessidade de serem aplicadas medidas rigorosas de biossegurança sanitária contra o SARS-CoV-2, como garantir a utilização de equipamentos de proteção adequados para os trabalhadores, e fazer testes aos animais com base no risco de infeção pelo novo coronavírus.

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