Mota-Engil integra lista das melhores construtoras do mundo

A Mota-Engil ocupa o 55.º lugar entre as 100 maiores empresas de construção do mundo, de acordo com a mais recente edição do estudo Global Powers of Construction, elaborado pela Deloitte.

André Manuel Mendes

A Mota-Engil ocupa o 55.º lugar entre as 100 maiores empresas de construção do mundo, de acordo com a mais recente edição do estudo Global Powers of Construction, elaborado pela Deloitte. O grupo português é o único representante nacional num ranking dominado por empresas asiáticas.

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A posição da construtora liderada por Carlos Mota Santos resulta da combinação entre as vendas registadas em 2025 e a capitalização bolsista. No ano passado, a construtora atingiu um volume de negócios de 5,3 mil milhões de euros e lucros de 133 milhões de euros, o melhor resultado anual da sua história. A capitalização de mercado considerada no estudo ascendia a 1.781 milhões de dólares, cerca de 1.400 milhões de euros.

No primeiro semestre de 2026, a Mota-Engil totalizou 74 milhões de euros de lucro, um aumento de 24% relativamente à primeira metade de 2025. “O resultado líquido de 74 milhões de euros representa um crescimento de 24%, num período igualmente marcado pelo semestre de maior sucesso comercial e que permitiu elevar a carteira de encomendas para um novo máximo histórico de 17,7 mil milhões de euros”, indicou, à data, a empresa em comunicado.

Entre janeiro e junho, o volume de negócios da empresa ascendeu a 2.898 milhões de euros, mais 6% em comparação com o período homólogo. Por sua vez, o resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) ascendeu 10% para 487 milhões de euros.

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A Mota-Engil espera alcançar, este ano, um crescimento de 10% a 15% no volume de negócios, suportado pela conversão da carteira de encomendas e pelo arranque de projetos de grande dimensão.

No topo do ranking da Deloitte estão três gigantes chineses, a China State Construction Engineering (CSCEC), a China Railway Group (CREC) e a China Railway Construction Corporation (CRCC).

Mesmo com o peso das grandes empresas asiáticas, a Europa surge como a região com maior número de companhias representadas no ranking, com 40 empresas.

Apesar de as receitas agregadas das 100 maiores construtoras mundiais terem recuado ligeiramente em 2025, a capitalização bolsista do setor aumentou 12%, para 893 mil milhões de dólares. Para a Deloitte, a evolução traduz uma melhoria do sentimento dos investidores e sugere que os mercados estão a antecipar melhores perspetivas para o setor no médio prazo.

A leitura da Deloitte é, por isso, de um setor com desempenhos distintos entre regiões e empresas. Enquanto alguns grupos beneficiaram de carteiras de encomendas robustas, do investimento em infraestruturas e da transição energética, outros foram afetados por efeitos cambiais, pela normalização depois de anos particularmente fortes e por uma procura mais fraca, sobretudo no segmento residencial.

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O estudo Global Powers of Construction analisa não apenas a dimensão das empresas em termos de receitas, mas também indicadores como capitalização de mercado, presença internacional, diversificação, rentabilidade e alavancagem. Entre os principais motores de investimento identificados pela consultora estão as infraestruturas de transporte e mobilidade, energia e utilities, telecomunicações e infraestrutura digital.

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