Quem lidera as empresas em Portugal? Retrato a partir da cadeira do CEO

Os gestores portugueses estão a mudar, mas será que essa transformação está a acontecer à velocidade que o contexto empresarial exige?

André Manuel Mendes

O perfil do gestor português atravessa um período de transformação profun­da. A rápida evolução da Inteligência Artificial (IA), a crescente pressão competitiva, a internacionalização dos mercados e a necessidade de inovar obrigam as empresas a repensar a forma como lideram.

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Mas estará a gestão em Portugal preparada para esta nova realidade? A resposta está longe de ser consensual.

A Executive Digest ouviu académicos e especialistas em gestão para traçar o retrato do líder empresarial português em 2026. Das competências que distinguem os gestores de maior sucesso aos desafios colocados pela IA, passando pela capacidade de inovar, de internacionalizar empresas e de preparar as organizações para o futuro, o diagnóstico revela um país em transição, onde coexistem exemplos de excelência com fragilidades estruturais que continuam a limitar a competitividade.

Afinal, a grande questão mantém-se: estarão os gestores portugueses a liderar a mudança ou continuam, em muitos casos, a gerir o presente com os olhos postos no passado?

GESTOR EM MUDANÇA

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O perfil do gestor portu­guês atravessa uma fase de transformação, marcada pela entrada de líderes mais qualificados e pre­parados para um contex­to empresarial cada vez mais exigente. Ainda assim, os especialistas ouvidos pela Executive Digest alertam que persistem fragilidades estruturais, desde a reduzida profissionalização da gestão até à dificuldade em delegar e apostar em talento altamente qualificado.

Para Aristides Ferreira, professor associado do Iscte e investigador da BRU – Business Research Unit, Portugal continua a apresentar realidades muito distintas. «O perfil do gestor português em 2026 é bastante diferente dos perfis que encontrávamos há 20 ou 30 anos. Apesar das diferenças, continuo a encontrar enormes assimetrias nos perfis que encontro.» O académico recorda que o tecido empresarial continua a ser dominado por pequenas e médias empresas, muitas delas familiares, e que «cerca de um terço das chefias portuguesas possui o ensino superior», numa altura em que «temos mão-de-obra a entrar no mercado de trabalho que é mais escolarizada do que as suas chefias».

Na sua perspectiva, uma das principais fragilidades reside na cultura de gestão. «Este receio de apostar em mão-de-obra altamente qualifica­da, o receio de arriscar e esta cultura de forte distância hierárquica, constituem uma das maiores fragilidades dos gestores portugueses.» A isto junta «a enorme necessidade de controlo ‘de tudo e todos’ e a incapacidade de delegar tarefas e responsabilidades».

A GRANDE QUESTÃO MANTÉM-SE: ESTARÃO OS GESTORES PORTUGUESES A LIDERAR A MUDANÇA OU CONTINUAM, EM MUITOS CASOS, A GERIR O PRESENTE COM OS OLHOS POSTOS NO PASSADO?

Apesar das críticas, Aristi­des Ferreira destaca também algumas qualidades distinti­vas dos gestores nacionais. «O gestor português tem ainda capacidade de se reinventar (o chamado desenrascanço) que está tatuado nos nossos genes e que nos permite lidar com a adversidade em momentos de incerteza.»

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Miguel Pina e Cunha, professor catedrático da Nova SBE, prefere evitar generalizações. «O ‘gestor português’ como combinação de todos os gestores portugueses é porventura uma ficção conceptual.» Ainda assim, identifica caracterís­ticas comuns aos melhores líderes: «os melhores gestores têm claro um propósito, têm ambição internacional e sabem articular os trade-offs com que inevitavelmente se confrontam os profissionais da gestão». Entre os pontos fortes, destaca ainda que «por cá talvez tenhamos uma boa capacidade de resolver problemas sem rede, o chamado improviso».

O académico considera, no entanto, que há competências que importa desenvolver. «O que falta desenvolver? A ‘humbição’ (ambição com humildade), boas competências de gestão (não, a escola da vida nem sempre é suficiente), preparação para o mundo tecnológico emergente e a capacidade de libertar as energias das suas equipas.»

Também Mário Parra da Silva, presidente da direção da APEE – Associação Portuguesa de Ética Empresarial, considera que muitos gestores continuam demasiado focados na compo­nente técnica do negócio. «Penso que continua a ser pouco gestor e muito técnico do objecto do negócio, pouco formado em ges­tão propriamente dita e muito concentrado no produto.» Ainda assim, reconhece que esse co­nhecimento constitui uma vantagem competitiva: «A maior força é isso mesmo: sabe o que produz, sabe o que vende.» Já a principal limitação surge quando a empresa cresce. «A maior fraqueza surge quando a operação cresce e se espera que o gestor saiba o que é uma organização, o que querem as pessoas que a compõem, gerir recursos financeiros, manter equilíbrios e relações, enfim, gestão.»

COMPETÊNCIAS

Num contexto marcado pela transformação tecnológica, pela internacionalização dos mercados e por uma concorrência cada vez mais intensa, os especialistas defendem que os líderes empresariais mais bem-sucedidos distinguem-se menos pelo conhecimento técnico do que pela capacidade de gerir organizações, pessoas e oportunidades.

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Para Mário Parra da Silva, a resposta é clara: «Sabem gerir uma organização e sabem navegar no seu ecossiste­ma de suporte.» A estas capacidades junta um conjunto de competências essenciais: «Têm competências relacionais, matemáticas, informáticas e financeiras.»

Aristides Ferreira considera que a adaptabilidade é hoje uma das qualidades mais importantes. «Sem dúvida, uma capacidade de se adaptarem e de se actualizarem», afir­ma, destacando igualmente a «capacidade para desenvolver networking, procurar estar com os melhores (não ter receio que façam ‘sombra’ ao ego), atribuir responsabilidades, ter confiança em toda a estrutura de coman­do e gerir pessoas, procurando obter o melhor de cada pessoa, dando para isso condições para que essas competências possam emergir de forma natural.»

Já Miguel Pina e Cunha defen­de que as competências dos líde­res portugueses não diferem das exigidas em qualquer economia competitiva. «As competências dos líderes (inter)nacionais são genéricas: ter resultados tendo impacto (novidade, preço).» O académico sublinha ainda a importância de pensar global­mente e de identificar oportunidades onde as empresas portuguesas possam conquistar posições de liderança. «Ver o mercado como global – apesar das dificuldades recentes. Em alguns casos, encontrar nichos que funcionem como ‘lagos’ ou ‘oceanos’ azuis, isto é, onde possamos dominar.»

OS COMPETENTES, COM NATURALIDADE, CONHECEM AS FERRAMENTAS E USAM-NAS. OS INCOMPETENTES VÃO IGNORÁ-LAS E FALHAR, ARRASTANDO O SEU FRACASSO ÀS EMPRESAS

Portugal precisa de reforçar o número de empresas capa­zes de competir além-fronteiras, defende: «Precisamos de uma ‘classe média’ de empresas globais, com gestores que dominem nichos. Precisamos de ocupar nichos globais. Em alguns casos, já o conseguimos. E, se pudermos, criar domi­nadores globais…» Como exemplo, aponta a Dinamarca: «A Dinamarca, um pequeno país, é grande em ambição. Tem grandes empresas internacionais. Creio que não desconfia dos seus ricos: espera que eles ajudem a criar riqueza. Claro que o Estado tem de dar condições para este processo.»

O DESAFIO DA IA

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A transformação digital e a IA estão a redefinir a forma como as empresas operam, mas a adaptação dos gestores portu­gueses continua a acontecer a ritmos diferentes. Enquanto algumas organizações já incorporam estas tecnologias na sua estratégia, outras permanecem numa fase de observação ou revelam dificuldades em compreender o verdadeiro impacto da IA nos seus modelos de negócio.

O professor catedrático da Nova SBE considera que a realidade portuguesa não difere muito do panorama internacional. «Tal como os internacionais, uns ten­tam, outros acham importan­te, outros andarão a pensar no assunto.» Perante a rapidez da evolução tecnológica, defende uma abordagem prudente. «Nos melhores casos, experimenta-se sem escolhas demasiado defini­tivas. Creio que sabemos pouco.»

Para Mário Parra da Silva, a diferença faz-se sobretudo ao nível das competências de lide­rança. «Os competentes, com naturalidade, conhecem as fer­ramentas e usam-nas.» Já quem não acompanha esta evolução arrisca consequências bem mais profundas. «Os incompetentes vão ignorá-las e falhar. O pior é que arrastam as suas organizações no seu fracasso pessoal, que ocultam até não poder mais.»

Mais crítico é o professor associado do Iscte, que considera que a preparação dos gestores portugueses continua aquém do necessário. «A meu ver, não muito bem. Parecem estar perdidos e sem orientação estratégica sobre o que fazer com a IA.» O académico defende que falta conhecimento sobre o potencial e os riscos desta tecnologia. «É preciso conhecer o que é a IA, as suas vantagens e desvantagens para o negócio.»

Entre os principais obstáculos, identifica a falta de tempo para aprofundar o tema, a resistência à mudança e as preocu­pações relacionadas com a segurança da informação. «Muitos gestores não têm tempo para aprofundar este tema que ainda é recente. Outros estão cristalizados em crenças do passado (quando tudo parecia correr bem) e não querem abandonar modus operandi tradicionais.» A estas dificuldades junta-se ainda «muita resistência para alterar processos e rotinas de trabalho e receio sobre a segurança da informação (para onde vão os dados da minha empresa?).»

A transição não levanta apenas desafios para a gestão. Segundo Aristides Ferreira, também os trabalhadores vi­vem este processo com alguma ambivalência. «Da parte dos trabalhadores, reconhecem as vantagens da tecnologia, mas receiam perder o seu propósito no trabalho quando há um algo­ritmo que faz tudo o que faziam de forma igual ou melhor.» Num contexto de rápida evolução tec­nológica, conclui que «são tempos muito desafiantes marcados por uma enorme incerteza. Faltam directrizes superiores, tal o des­conhecimento que ainda existe nas cúpulas do poder.”

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O RISCO DE INOVAR

A inovação é um factor determi­nante para a competitividade das empresas, mas os especialistas consideram que a predisposição dos gestores para assumir riscos continua a variar significativa­mente. Se uma nova geração de líderes demonstra maior abertura, persistem modelos de gestão mais conservadores, sobretudo em empresas familiares, onde a mudança tende a acontecer de forma mais lenta.

Aristides Ferreira considera que não existe um único perfil de gestor português. «Temos (pelo menos) dois tipos. Uns que não receiam o risco e possuem capital ou formas de acesso a esse capital. Há também outro perfil de gestores, mais conservador, que possui crenças muito sólidas e enraizadas, muitos deles à frente de empresas familiares e que assimilaram guiões de boas práticas incutidos pelos seus antepassados.»

Segundo o académico, esta realidade acaba por limitar o investimento em inovação. «O capital que deve ser alocado à inovação e ao empreendedorismo é muitas vezes gasto em práticas de má gestão, contratação de recursos desnecessários e enriquecimento tendo em vista o curto prazo.» Acrescenta ainda que «a inovação pressupõe também a delegação de tarefas e a confiança nos trabalhadores, algo que considero ser uma lacuna de muitas chefias.»

Outro factor determinante, na sua perspectiva, é o ambiente interno das organizações. «A segurança psicológica é um fac­tor crucial para a inovação e para o empreendedorismo, mas infelizmente escasseia em muitas empresas.» Apesar disso, identifica sinais positivos nas gerações mais recentes. «Jovens gestores começam, com recurso às redes sociais e a reuniões internacionais, a aplicar novos conhecimentos tendo em vista uma alavancagem da inovação. Esse factor é crítico e parece estar a ser bem aproveitado por uma nova geração de gestores.»

Miguel Pina e Cunha destaca que Portugal já conta com exemplos de empresas que conseguiram afirmar-se à escala global. «Temos extraordinários casos de líderes que ousaram fazer empresas globais – e que conseguiram.» Ainda assim, considera que a ambição continua aquém do potencial. «Todos percebemos a importância da inovação, embora muitas ino­vações sejam demasiado processuais e incrementais. Temos de pensar maior.»

Na sua opinião, a própria sociedade pode limitar essa am­bição. «Ousar criar riqueza e enriquecer em Portugal ainda é visto com suspeição.» Por isso, defende que «precisamos de empresas fortes para criar e distribuir riqueza» e que estas sejam «mais produtivas, que não acrescentem regras à burocracia, que inovem e que produzam algo desejável para o mundo inteiro.»

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Por sua vez, o presidente da direção da APEE, faz uma leitura mais crítica da cultura empresarial portuguesa. «A inovação não é comum. É gerada e nutrida por pessoas inteligentes.» Na sua perspectiva, «o gestor português tende à imitação, à cópia, a clonar uma boa ideia ou iniciativa. Fazer o mesmo que o anterior patrão, mas mais barato, é o que mais deseja.»

LÍDERES OU GESTORES DE MANUTENÇÃO?

A capacidade de formar líderes preparados para transformar as organizações, em vez de apenas assegurar a sua continuidade, continua a ser um dos grandes desafios da cultura empresarial portuguesa. Os especialistas concordam que a tendência para privilegiar a gestão do dia-a-dia ainda prevalece, embora apontem caminhos distintos para inverter essa realidade.

O professor catedrático da Nova SBE considera que esta não é uma característica exclusivamente portuguesa. «Todas as culturas formam ambos. E formam mais técnicos de manu­tenção, de facto.» Na sua perspectiva, «a exploitation tende a prevalecer sobre a exploration», acrescentando que «cada um de nós tem de se formar a si próprio para manter e desafiar…»

Já o professor associado do Iscte entende que a cultura empresarial portuguesa continua muito ligada ao passado. «A cultura empresarial portuguesa é uma cultura muito presa no passado, na saudade organizacional (somos o povo da sauda­de), e isso marca o pulsar de muitas empresas que possuem líderes focados no controlo de processos e manutenção do que foi adquirido (mercado, clientes, postos de trabalho), e ainda pouco ambiciosos na gestão dos recursos existentes.»

O académico defende que as empresas devem abandonar uma lógica de sobrevi­vência e adoptar uma visão de longo prazo. «Mais do que este pensar do desenrascar e sobrevivência, os gestores devem pensar no longo prazo, planeamento e cenários alternativos, agilidade de processos, dele­gação de responsabilidade, assumir o risco e promover a autonomia dos seus colaboradores para que sejam empreendedores dentro de cada função desempenhada.»

A visão mais crítica é a de Mário Parra da Silva. «A nossa cultura baseia-se na inveja, não há líderes, a cultura empre­sarial forma capatazes, chefes autoritários que fazem o que sofreram às mãos de anteriores capatazes.» Na sua opinião, o principal problema está na perpetuação dos mesmos modelos de liderança: «A cultura reproduz o passado.»

LIDERAR NO AMANHÃ

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A capacidade dos gestores para antecipar mudanças e prepa­rar as empresas para os desafios das próximas décadas divide opiniões. Se alguns especialis­tas identificam sinais positivos, sobretudo nas novas gerações e no acesso ao conhecimento proporcionado pela tecnologia, outros consideram que uma parte significativa da gestão nacional continua demasiado condiciona­da por modelos do passado.

Mário Parra da Silva, presi­dente da direção da APEE – As­sociação Portuguesa de Ética Empresarial, faz um retrato par­ticularmente crítico. «O gestor português é conduzido pelo subsí­dio, pelo apoio comunitário, pela cadeia de valor que lhe compra e o abandonará quando encontrar melhor ou a preço mais baixo.» E diz: «O gestor português continua a tentar perce­ber o mundo, nunca a tentar fazê-lo, é um seguidor e nunca um criador. Conduz a olhar pelo retrovisor. Não acredita em Portugal, sofre de inúmeros complexos.» Ainda assim, deixa uma nota de esperança: «A nova geração é a nossa esperança.»

Miguel Pina e Cunha, professor catedrático da Nova SBE, considera que um dos maiores obstáculos está no peso do sucesso passado. «O passado nas organizações tem a forma de sucesso, resultados, vitórias. Esse é um passado problemático. Tende a manter o status quo.» Apesar disso, acredita haver líderes capazes de impulsionar a mudança. «Mas temos quem molde o futuro. Precisamos de mais. De líderes que puxem as equipas para o futuro. Que o descubram em conjunto.» O académico defende que esta transformação deve acontecer em toda a sociedade. «Nas empresas, no sector público, nas organizações sociais. Precisamos de líderes nestes vários sectores que puxem para cima.» E deixa um aviso: «Porque se uns puxam para cima e outros para baixo, como diriam os punks dos anos 70 … no future.»

Já Aristides Ferreira acredita que a preparação para o futuro faz parte da função de gestor. «Estará sempre preparado para o futuro, se assim não fosse, dificilmente teríamos gestores. Faz parte das suas competências: estar preparado para o futuro.»

Na sua análise, a IA poderá desempenhar um papel decisivo neste processo. «A IA e as novas tecnologias vão ajudar a reduzir a incerteza nos processos de tomada de decisão. Isso poderá ser uma mais-valia para os nossos gestores.» Além disso, destaca o surgimento de uma nova geração mais preparada para competir num contexto global.

A NOSSA CULTURA BASEIA-SE NA INVEJA, NÃO HÁ LÍDERES, A CULTURA EMPRESARIAL FORMA CAPATAZES

«Temos novas gerações mais qualificadas, novos líderes que viajam, conhecem diversas rea­lidades, contactam com outros gestores, estreitam laços de pro­ximidade.» Ainda assim, lem­bra que a evolução tecnológica também traz novos desafios. «Hoje tudo está mais próximo (o conhecimento com a IA está mui­to democratizado), mas também mais distante (os algoritmos são uma caixa negra que gera desconfiança).» Por isso, conclui, «a preparação para o futuro é um activo de sobrevivência mais relevante do que nunca na história da humanidade.»

Num contexto em que a mudança deixou de ser uma excep­ção para passar a ser a regra, a gestão empresarial enfrenta um dos períodos mais desafiantes das últimas décadas. Os especialistas ouvidos pela Executive Digest concordam que Portugal já dispõe de exemplos de liderança de excelência e de uma nova geração de gestores mais preparada para competir à escala global. No entanto, alertam para a necessidade de acelerar a profissionalização da gestão, abandonar modelos excessivamente hierarquizados e apostar numa cultura de inovação, confiança e visão estratégica. O verdadeiro teste dos gestores portugueses será a capacidade de construir as empresas que vão liderar a economia da próxima década.

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