A Glencore disse esta quarta-feira no relatório anual de resultados que os mercados globais de commodities vão ter de se adaptar à escassez de commodities tanto da Rússia como da Ucrânia.
“Ao longo do tempo, os fluxos comerciais globais de commodities vão precisar de se adaptar ao facto de alguma ou toda a oferta da Rússia e da Ucrânia estar indisponível, tanto seja por danos em infraestruturas, por sanções ou por receios éticos”, segundo o comunicado disponibilizado pela empresa.
A Glencore notou que a Rússia é um dos principais fornecedores de petróleo, gás natural, carvão, alumínio e níquel e que a Ucrânia produz bastantes cereais, e que, por causa da guerra, a volatilidade destes recursos aumentou.
“Dependendo da duração do conflito e do regime de sanções, os fluxos globais de commodities podem mudar significativamente face à situação pré-2022”, acrescenta a empresa.
Em relação à sua posição na Rússia, a Glencore disse que vai rever todas as atividades na região, das quais fazem parte as participações na En+ Group e na Rosneft, cujo responsável Igor Sechin está incluido nas sanções impostas pelo Reino Unido, União Europeia e EUA.














