Matos Fernandes apela: «É da maior importância que continuem a comprar o passe»

O ministro do Ambiente e da Ação Climática salientou esta segunda-feira que, apesar das restrições à circulação introduzidas pela Estado de Emergência, os transportes públicos «são serviços essenciais» e devem estar disponíveis para todos os que precisam de se deslocar, nomeadamente para os empregos.

Ana Rita Rebelo

O ministro do Ambiente e da Ação Climática salientou esta segunda-feira que, apesar das restrições à circulação introduzidas pela Estado de Emergência, os transportes públicos «são serviços essenciais» e devem estar disponíveis para todos os que precisam de se deslocar, nomeadamente para os empregos.

Na mensagem em vídeo, João Matos Fernandes deixou uma palavra de agradecimento «a todos os homens e mulheres que continuam a ter em funcionamento todos o os transportes em funcionamento», apelando depois a todos os profissionais das empresas de transportes para que cumpram as recomendações públicas e as das respectivas empresas e que continuem a reforçar a higiene dos transportes. «Peço-vos que cuidem da vossa saúde, que cumpram as recomendações de saúde públicas, que aceitem aquilo que as vossa empresas sugerem e continuem sempre a higienizar os vossos locais de trabalho», disse o ministro.

Relativamente aos utentes, Matos Fernandes destacou que «a procura desceu bastante, mas mantivemos sempre os horários do primeiro ao último dos transportes colectivos», lembrando que «não pode haver mais do que um terço» das pessoas dentro dos transportes. «Estamos a consegui-lo com oferta que continuamos a manter», continuou.

«Peço-vos que utilizem os transportes colectivos quando precisarem mesmo dele, mas que o façam com toda a cautela e que, por exemplo, nunca se aglomerem nos locais de entrada e de saída, porque essa não há forma de controlar. Depende muito de todos vós», sublinhou.

Para o ministro do Ambiente e da Ação Climática é «absolutamente fundamental que, apesar de a entrada nos autocarros se fazer pela porta de trás, de não haver validação dos bilhetes e de nos metros de Lisboa e do Porto os torniquetes de entrada não estarem em funcionamento, é mesmo da maior importância que continuem a comprar o passe», lembrando que «quase todas as empresas de transporte colectivo no país são privadas».

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«Para continuarmos a ter oferta de transporte colectivos robusta quando a crise passar elas têm de ter condições financeiras para poder fazê-lo», conclui Matos Fernandes.

http://videos.sapo.pt/YvF5cFeGyj303k50BFkH

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, já infectou mais de 1,2 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 70 mil. Dos casos de infecção, mais de 240 mil são considerados curados.

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Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 311 mortes, mais 16 do que na véspera (+5,4%), e 11.730 casos de infecções confirmadas, o que representa um aumento de 452 em relação a domingo (+4%). Dos infectados, 1.099 estão internados, 270 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 140 doentes que já recuperaram.

*Notícia actualizada às 17:02 com mais informação e novo título

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