O movimento islâmico Hamas e Israel estarão em negociações avançadas para um cessar-fogo. A informação é avançada pela ‘Al Jazeera’, que citou fontes próximas das conversações.
O acordo deverá contemplar a troca de prisioneiros. O Qatar estar a mediar o diálogo entre as duas partes.
O potencial cessar-fogo e troca de prisioneiros é, para Ibrahim Fraihat, do Instituto de Doha, um “grande avanço”, dependendo dos termos do acordo. “Será um cessar-fogo humanitário, será um cessar-fogo temporário [ou] será o fim desta guerra?”, explicou o responsável, em declarações à ‘Al Jazeera’.
“Sabemos que tem havido uma forte rejeição israelita a qualquer tipo de cessar-fogo, mesmo um cessar-fogo humanitário. A União Europeia, na sua reunião, apelou a um cessar-fogo humanitário, e eles foram um pouco tímidos até mesmo em dizer isto. Portanto, não há qualquer pressão séria sobre Israel por parte da União Europeia”, explicou.
No entanto, a pressão internacional sobre Telavive tem-se feito sentir: o Qatar apelou esta sexta-feira a um cessar-fogo imediato e à libertação de todos os prisioneiros na guerra de Gaza.
“Os ataques israelitas contra civis inocentes tornaram-se catastróficos e podem evoluir de uma forma que ameaça a região e o mundo. Expressamos profundo pesar pelo fracasso do Conselho de Segurança da ONU em assumir a responsabilidade nos termos do seu estatuto”, referiu o embaixador do Qatar na ONU, Sheikha Alya Ahmed Saif Al Thani.
“Renovamos os nossos apelos à desescalada, a um cessar-fogo total e à libertação de todos os prisioneiros – especialmente os civis. Reafirmamos a nossa condenação de todas as formas de atacar civis, especialmente mulheres e crianças”, apontou.
Nove países árabes apelaram também ao Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU) para obrigar as partes beligerantes na Faixa de Gaza a um cessar-fogo imediato e sustentável.
O apelo veio num comunicado de imprensa conjunto dos ministros dos Negócios Estrangeiros do Egito, Jordânia, Emirados Árabes Unidos, Bahrain, Arábia Saudita, Omã, Qatar, Kuwait e Marrocos. Os nove países condenaram os ataques contra civis, todos os atos de violência contra eles e todas as violações e transgressões do direito internacional, incluindo o direito internacional humanitário e o direito internacional dos direitos humanos, por qualquer parte.














