Israel e Hamas disponíveis para prolongar acordo de cessar-fogo

No último dia de cessar-fogo na Faixa de Gaza, tanto Israel como o Hamas mostraram-se disponíveis para prolongar o acordo. 

Executive Digest

No último dia de cessar-fogo na Faixa de Gaza, tanto Israel como o Hamas mostraram-se disponíveis para prolongar a trégua humanitária.

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Depois do Hamas se ter mostrado disponível a prolongar o acordo, Benjamin Netanyahu mostrou-se acessível para estender as tréguas, durante uma conversa telefónica com o presidente dos Estados Unidos, com a condição de que sejam libertados 10 reféns adicionais por dia.

Este domingo à noite, numa mensagem na rede social X, Joe Biden sublinhava que o acordo entre Israel e o Hamas estava a produzir resultados que têm “salvado vidas”, com muitas famílias novamente unidas, pelo que apelou ao prolongamento da pausa no conflito.

Em troca, o Hamas também exigiu a libertação de mais prisioneiros.

“O Hamas informou os mediadores que os movimentos de resistência estão dispostos a prolongar a atual trégua entre dois a quatro dias”, disse uma fonte próxima do movimento islamista palestiniano à AFP este domingo.

“A resistência acredita que é possível garantir a libertação de mais 20 a 40 reféns israelitas”, além dos 50 que deverão ser libertados em troca de 150 prisioneiros palestinianos, acrescentou.

Até agora, foram libertados 117 prisioneiros palestinianos e espera-se que cerca de 40 sejam libertados esta segunda-feira.

O acordo aprovado pelo Governo israelita prevê um limite máximo de 10 dias e a libertação de 300 prisioneiros, antes de ser necessário uma nova votação.

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A trégua de quatro dias entrou em vigor às 07:00 de sexta-feira (05:00 em Lisboa) após mais de um mês e meio de guerra.

O cessar-fogo chegou a estar em risco, depois de o Hamas ter dito que Israel não estava a cumprir a sua parte, mas uma intervenção de Egito e do Qatar ajudou a desbloquear a situação.

A guerra eclodiu quando membros do Hamas invadiram o sul de Israel, matando pelo menos 1.200 pessoas, na maioria civis, e fazendo reféns, incluindo bebés, mulheres e idosos, bem como soldados.

Os bombardeamentos israelitas, agora na sétima semana, mataram mais de 14.500 palestinianos, segundo o Ministério da Saúde da Faixa de Gaza, governada pelo Hamas.

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