No último dia de cessar-fogo na Faixa de Gaza, tanto Israel como o Hamas mostraram-se disponíveis para prolongar a trégua humanitária.
Depois do Hamas se ter mostrado disponível a prolongar o acordo, Benjamin Netanyahu mostrou-se acessível para estender as tréguas, durante uma conversa telefónica com o presidente dos Estados Unidos, com a condição de que sejam libertados 10 reféns adicionais por dia.
Este domingo à noite, numa mensagem na rede social X, Joe Biden sublinhava que o acordo entre Israel e o Hamas estava a produzir resultados que têm “salvado vidas”, com muitas famílias novamente unidas, pelo que apelou ao prolongamento da pausa no conflito.
To keep this pause in fighting going beyond tomorrow is our goal – so that we can continue to see more hostages come out and surge more humanitarian relief to those in need. pic.twitter.com/R9RO8OnTmu
— President Biden Archived (@POTUS46Archive) November 26, 2023
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Em troca, o Hamas também exigiu a libertação de mais prisioneiros.
“O Hamas informou os mediadores que os movimentos de resistência estão dispostos a prolongar a atual trégua entre dois a quatro dias”, disse uma fonte próxima do movimento islamista palestiniano à AFP este domingo.
“A resistência acredita que é possível garantir a libertação de mais 20 a 40 reféns israelitas”, além dos 50 que deverão ser libertados em troca de 150 prisioneiros palestinianos, acrescentou.
Até agora, foram libertados 117 prisioneiros palestinianos e espera-se que cerca de 40 sejam libertados esta segunda-feira.
O acordo aprovado pelo Governo israelita prevê um limite máximo de 10 dias e a libertação de 300 prisioneiros, antes de ser necessário uma nova votação.
A trégua de quatro dias entrou em vigor às 07:00 de sexta-feira (05:00 em Lisboa) após mais de um mês e meio de guerra.
O cessar-fogo chegou a estar em risco, depois de o Hamas ter dito que Israel não estava a cumprir a sua parte, mas uma intervenção de Egito e do Qatar ajudou a desbloquear a situação.
A guerra eclodiu quando membros do Hamas invadiram o sul de Israel, matando pelo menos 1.200 pessoas, na maioria civis, e fazendo reféns, incluindo bebés, mulheres e idosos, bem como soldados.
Os bombardeamentos israelitas, agora na sétima semana, mataram mais de 14.500 palestinianos, segundo o Ministério da Saúde da Faixa de Gaza, governada pelo Hamas.














