Governo justifica subida da dívida pública com depósitos e mantém previsão

O Governo justificou hoje a subida da dívida pública para 92,9% do PIB com a acumulação de depósitos devido ao plano de amortizações, mantendo confiança na previsão de redução do rácio em 2026 para 87,5% do PIB.

Executive Digest com Lusa

O Governo justificou hoje a subida da dívida pública para 92,9% do PIB com a acumulação de depósitos devido ao plano de amortizações, mantendo confiança na previsão de redução do rácio em 2026 para 87,5% do PIB.


O Banco de Portugal divulgou hoje dados que indicam que a dívida pública na ótica de Maastricht, a que conta para Bruxelas, aumentou para 92,9% do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre deste ano, totalizando 293,9 mil milhões de euros.


Em comunicado enviado após a publicação destes dados, o Ministério das Finanças destacou que “deduzindo os depósitos das Administrações Públicas, a dívida pública reduziu-se 1,3 mil milhões para 262,5 mil milhões de euros, correspondendo a cerca de 83% do PIB”.


“A análise da evolução da dívida pública, neste período, implica compreender que foi acumulado um largo montante de depósitos das Administrações Públicas, necessário ao cumprimento do plano de amortizações do país”, salientou o Ministério liderado por Joaquim Miranda Sarmento.


Os números mostram ainda “um aumento de 5,2 mil milhões de euros, em concreto uma subida de 500 milhões das responsabilidades em depósitos, sobretudo em Certificados de Aforro (600 milhões de euros), e dos títulos de dívida (4,7 mil milhões de euros), principalmente de longo prazo”.

Continue a ler após a publicidade

As Finanças recordaram também que em julho, Portugal reembolsou quase 10 mil milhões de euros de uma linha de Obrigações de Tesouro que vencia esse mês.


Neste cenário, o executivo continua confiante de que no final de 2026 se irá verificar uma redução da dívida pública para 87,5% do PIB, mantendo a previsão inscrita no relatório anual de progresso enviado a Bruxelas em abril.


Em 2025, o rácio da dívida fixou-se em 89,7% do PIB, um valor abaixo dos 90% pela primeira vez em 16 anos.

Continue a ler após a publicidade

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.