O Fórum para a Competitividade estimou que o aumento do Produto Interno Bruto (PIB) este ano fique acima dos 2%, tendo em conta o “crescimento robusto” verificado no primeiro semestre, foi hoje anunciado.
“Com o crescimento robusto do primeiro semestre próximo de 2,5%, é quase inevitável que o crescimento para o conjunto de 2026 fique acima dos 2%”, lê-se na nota de conjuntura do Fórum para a Competitividade.
De acordo com as estimativas hoje publicadas, no terceiro trimestre, o PIB variou, em cadeia, entre 0,3% e 0,5%, contra os 0,8% do segundo trimestre.
A isto corresponde uma variação homóloga entre 2,2% e 2,4%.
Conforme detalhou, em agosto, a prestação do crédito à habitação cresceu e o seu valor nominal atingiu um novo máximo, com uma subida marginal da taxa de juro média para 3,16%.
O conflito no Médio Oriente deverá continuar a afetar as taxas de juro.
No terceiro trimestre, houve um “bom comportamento do consumo”, com destaque para os bens duradouros, nomeadamente para os automóveis.
Contudo, “no investimento os dados são menos conclusivos. As exportações iniciaram o trimestre com algum enfraquecimento e é improvável que tenham conseguido melhorar, devido ao enfraquecimento do ambiente internacional”, assinalou.
A nota de conjuntura de setembro tem um capítulo extra dedicado ao Orçamento do Estado para 2027, com o Fórum para a Competitividade a ressalvar que a informação que se conhece “é fragmentária”.
Ainda assim, referiu que o cenário macroeconómico parece pressupor um crescimento à volta dos dois 2%, acima dos cerca de 1% da Zona Euro.
Por outro lado, evidenciou que se pretende repetir o ligeiro excedente projeto para 2026 e uma nova redução da dívida pública.
A despesa líquida deverá recuar de 5,1% em 2026 para 1,2% no ano seguinte, enquanto do lado da receita não se esperam alterações significativas nas taxas de imposto.













