Covid-19: Uma só dose da vacina pode reduzir até 94% o risco de internamento, aponta estudo

Uma só dose da vacina contra a Covid-19 pode reduzir o risco de uma pessoa ser hospitalizada em até 94%, quatro semanas após a administração, de acordo com um estudo escocês.

Simone Silva

Uma só dose da vacina contra a Covid-19 pode reduzir o risco de uma pessoa ser hospitalizada em até 94%, quatro semanas após a administração, de acordo com um novo estudo escocês, citado esta segunda-feira pela ‘Sky News’.

Escolha a Executive Digest como fonte preferida no Google Escolher ›

Cientistas das Universidades de Edimburgo, Strathclyde, Aberdeen, Glasgow e St Andrews e Public Health Scotland (PHS) analisaram os internamentos hospitalares por coronavírus na Escócia, nas pessoas que receberam a primeira dose da vacina, comparando-as com aquelas que ainda não tinham recebido nada.

A equipa analisou dados de pessoas que receberam a vacina da Pfizer / BioNTech ou aquela desenvolvida por cientistas da Universidade de Oxford com a AstraZeneca. Quatro semanas depois de receber a dose inicial, a vacina de Oxford mostrou reduzir o risco de hospitalização em 94%. No caso da Pfizer, a redução foi de cerca de 85% entre 28 e 34 dias após a primeira dose.

Os dados das duas vacinadas combinadas mostraram que nas pessoas com mais de 80 anos – que apresentam alto risco de doença grave – a redução do risco de internamento hospitalar foi de 81% quatro semanas após a primeira dose.

O principal investigador da pesquisa, o professor Aziz Sheikh, afirmou que “estes resultados são muito encorajadores e deram-nos grandes razões para estarmos otimistas com o futuro”, disse acrescentando: “Agora temos evidências nacionais – em todo o país – de que a vacinação oferece proteção contra hospitalizações por Covid-19″.

Continue a ler após a publicidade

Por sua vez, Josie Murray, líder da PHS para o projeto EAVE II, disse: “A notícia brilhante é que o programa de entrega da vacina no seu formato atual está a funcionar”, afirmou. “O que eu encorajaria as pessoas a continuarem a fazer é seguir todas as orientações de saúde pública para interromper a transmissão porque estes resultados não têm qualquer relação com a capacidade do vírus de se transmitir de pessoa para pessoa”.

A equipa do estudo disse que as descobertas são aplicáveis ​​a outros países que usam as vacinas Pfizer e Oxford / AstraZeneca, como é o caso de Portugal.

 

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.