Um homem morre sem testamento e deixa quase um milhão de euros às tias. Mas receber a fortuna foi apenas o início do problema

Receber inesperadamente uma herança de quase um milhão de euros parece o tipo de notícia capaz de mudar uma vida…

Francisco Laranjeira

Receber inesperadamente uma herança de quase um milhão de euros parece o tipo de notícia capaz de mudar uma vida. Para duas idosas irlandesas, porém, os 937.404 euros deixados pelo sobrinho trouxeram consigo um problema que nenhuma das duas estava preparada para resolver.

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A história começou em 2021, durante a pandemia de Covid-19. Um homem de 54 anos morreu sem ter feito testamento. Os pais já tinham falecido, não tinha irmãos nem filhos e, quando chegou o momento de determinar quem deveria receber o património, a linha familiar conduziu às duas tias.

Eram elas as herdeiras de uma fortuna de quase um milhão de euros. Só que havia uma dificuldade inesperada: receber o dinheiro era uma coisa; encontrar quem estivesse em condições de o gerir era outra.

De acordo com o ‘HuffPost’, que recupera o caso noticiado pelo ‘The Irish Times’, a situação acabaria mesmo por chegar a tribunal.

Uma tinha Alzheimer, a outra tinha 89 anos

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O problema estava nas circunstâncias das duas herdeiras.

Uma das tias sofria de Alzheimer e não tinha capacidade para administrar sozinha a herança. A outra, com 89 anos, não queria assumir a responsabilidade de gerir um património daquela dimensão numa fase tão avançada da vida.

Não existia, portanto, uma batalha familiar pelos 937 mil euros. Pelo contrário: havia uma fortuna, duas herdeiras e nenhuma delas podia ou queria ficar responsável pela sua administração.

Foi então necessário encontrar alguém que pudesse fazê-lo em nome das duas mulheres.

Uma fortuna à procura de quem a pudesse gerir

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A família pediu ao tribunal que o filho de uma das idosas fosse nomeado para administrar a herança.

O juiz aceitou o pedido e autorizou o filho de uma das mulheres a assumir a administração dos bens em nome das duas beneficiárias. Perante as circunstâncias, descreveu o caso como “triste”.

Terminava assim uma situação pouco habitual: não havia familiares a disputar uma herança de quase um milhão de euros, mas duas herdeiras que não podiam ou não queriam assumir a responsabilidade de a gerir.

Os 937.404 euros pertenciam às duas tias. Para tomar conta deles, porém, foi preciso encontrar uma terceira pessoa.

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