A Organização Mundial da Saúde (OMS) reiterou que ainda não é possível afirmar com confiabilidade que quem já tenha sido infectado esteja imune ao novo coronavírus.
«O júri ainda está longe de saber se os anticorpos conferem imunidade», disse o director-executivo do programa de Emergências Sanitárias da organização, Michael Ryan, na habitual conferência diária da OMS sobre a pandemia, chamando a atenção para a falta de evidências científicas.
Os cientistas continuam a aprender e a estudar os principais aspectos do vírus. Persistem, por exemplo, dúvidas sobre a resposta do sistema imunológico quando alguém é exposto à infecção.
Todavia, investigadores dos centros de controlo e prevenção de doenças da Coreia publicaram, na semana passada, um relatório sobre um estudo com base em cidadãos que testaram positivo para a Covid-19, já depois de terem sido considerados curados pelas autoridades de saúde. A investigação concluiu que os doentes carregavam os anticorpos que os protegiam de ser novamente infectados.
Por outro lado, foram poucas as pessoas saudáveis próximas dos doentes que contraíram o vírus. Ou seja, os investigadores acreditam que, apesar de poderem adoecer novamente, os doentes infectados não representam uma ameaça para os outros.














