Covid-19: Cerca de metade dos professores e educadores continuam fora do reforço da vacina

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) denuncia esta segunda-feira que pelo menos metade dos profissionais do setor continuam a não fazer parte do processo de vacinação com a dose de reforço da Covid-19.

Simone Silva

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) denuncia esta segunda-feira que pelo menos metade dos profissionais do setor continuam a não fazer parte do processo de vacinação com a dose de reforço da Covid-19.

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“Por força do envelhecimento da profissão docente, cerca de metade dos professores e educadores poderá já ter sido vacinada ou agendado a vacinação, porém, todos os outros continuam a aguardar, não sendo aceitável uma eventual justificação à conta de um problema ao qual o governo foi incapaz de dar resposta”, refere num comunicado enviado às redações.

Segundo a Fenprof, “apesar da gravidade da atual situação epidemiológica e do seu aparente impacto nas escolas, o ministro da Educação continua a ocultar informações que lhe foram requeridas e que deverá facultar às organizações sindicais representativas dos trabalhadores das escolas”.

“Os professores exigem respeito também no domínio da segurança sanitária, como tal reclamam do governo, em primeiro lugar, transparência em relação ao impacto da Covid-19 nas escolas, devendo o ministério da Educação disponibilizar as informações requeridas pela Fenprof”, defende.

Adicionalmente, acrescenta, “em nome da segurança que lhes é devida, assim como às suas famílias, e no sentido de garantir que o ensino se manterá presencial, exigem ser chamados à vacinação, os que a aguardam, ainda antes do retorno às aulas, tendo em conta, até, que as pessoas mais idosas e/ou com comorbidades já foram vacinadas”.

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A Fenprof refere ainda que “responsáveis da DGS começaram a admitir a possibilidade de um novo adiamento da reabertura das escolas, o que, a acontecer, seria o reconhecimento do fracasso das decisões e medidas do governo relativamente às escolas”.

“A falta de testagem generalizada e regular, a não integração dos docentes e outros trabalhadores das escolas no grupo de profissões prioritárias para a vacinação de reforço e a falta de uma estratégia clara para a vacinação generalizada dos jovens e crianças são exemplos da insuficiência dessas decisões e medidas”, sublinha.

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