O primeiro-ministro, António Costa, admitiu esta terça-feira a possibilidade de encerrar as escolas se a pandemia se agravar, nomeadamente, se a estirpe inglesa se tornar dominante em Portugal.
“Estamos a bater-nos para manter as escolas abertas porque sabemos o custo social de as fechar. Amanhã vamos começar campanha de testes rápidos”, começou por dizer Costa. “Se amanhã soubermos, se para a semana soubermos, se daqui a 15 dias soubermos que a estirpe inglesa se tornou dominante no nosso país, vamos ter de fechar as escolas”, disse no debate no Parlamento. “Aí farei o que tenho de fazer”, sublinhou.
O primeiro-ministro respondeu a Adão Silva, deputado do PSD, sobre a evolução da pandemia no país e sobre o possível encerramento dos estabelecimentos de ensino. Costa admitiu, assim, fechar as escolas quando a situação epidemiológica se agravar. António Costa respondeu ainda que dará sempre “os sinais claros que tiver que de dar” e garantiu “fazer tudo o que é necessário e nada mais do que é necessário”.
Entretanto, a Federação Nacional de Professores (Fenprof) quer as escolas encerradas durante o confinamento. “A Fenprof considera que, enquanto durar um confinamento que se pretende geral, as escolas não podem continuar a ser exceção e também deverão encerrar, contribuindo, dessa forma, para travar e inverter o rumo da pandemia”, disse o secretário-geral da federação sindical, Mário Nogueira.
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, anunciou hoje que vai reunir com os especialistas para avaliar a possibilidade de alterar ou não o funcionamento atual das escolas. Em comunicado divulgado no site da Presidência da República, Marcelo indicou que haverá nova sessão de “reflexão com os especialistas acerca de outras temáticas, como as respeitantes ao ano letivo em curso” já dentro de uma semana.
No que toca ao ensino superior, Manuel Heitor rejeita para já alterar aulas ou avaliações presenciais nas universidades e politécnicos. O ministro da Ciência e Ensino Superior admitiu, no entanto, que a pandemia traz uma incerteza que exige “um esforço de realismo” constante. Manuel Heitor argumentou que geralmente a incidência de casos no ensino superior é sempre inferior à dos concelhos onde se localizam as universidades e politécnicos.














