O Conselho de Ministros aprovou esta terça-feira a proposta do Orçamento do Estado para 2022, documento que será entregue amanhã de manhã no Parlamento.
Em comunicado divulgado há instantes, o Governo adianta que “o Conselho de Ministros aprovou hoje a proposta de lei do Orçamento do Estado para 2022”.
Depois da aprovação de hoje, a proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2022 vai ser entregue na Assembleia da República amanhã, quarta-feira, tal como já tinha sido confirmado por fonte do Ministério das Finanças.
O esclarecimento do Ministério surgiu ontem, depois de o líder parlamentar do PSD, Paulo Mota Pinto, ter afirmado no parlamento que o documento seria aprovado pelo Governo na quarta-feira e entregue no parlamento apenas no dia seguinte, o que acabou por não se confirmar.
O PSD foi o primeiro partido a reunir-se ontem com o Governo para conhecer as linhas gerais da sua proposta de Orçamento do Estado para 2022. Com intervalos de meia hora, decorreram depois reuniões com a Iniciativa Liberal (10:00), PCP (10:30), Bloco de Esquerda (11:00), PAN (11:30) e Livre (12:00). O PS reuniu-se às 12:30.
Nestas reuniões, na Assembleia da República, que decorreram ao abrigo do Estatuto do Direito de Oposição, pela parte do executivo marcaram presença a ministra Adjunta e dos Assuntos Parlamentares, Ana Catarina Mendes, bem como a equipa do Ministério das Finanças liderada por Fernando Medina.
Ao contrário do habitual, os membros do Governo não prestaram declarações aos jornalistas no final da ronda com os partidos, mas a Iniciativa Liberal fez saber que o executivo socialista projeta já uma inflação de 4% para este ano, mais do que os 2,9% previstos no Programa de Estabilidade.
O PSD disse mesmo que este ano “uma austeridade encapotada” com os aumentos salariais a não compensarem a subida da inflação. Já o PS responder que introduzir imediatas compensações salariais poderá gerar uma “espiral inflacionista” e que a solução passa por controlar os preços para proteger os rendimentos das famílias.
Ainda em relação ao cenário macroeconómico, o Governo deverá manter a meta do défice de 1,9% e admite-se que poderá baixar a estimativa de 5% para o crescimento económico este ano.













