Numa altura em que o teletrabalho surge como alternativa e em que até já é encarado por algumas empresas como a nova realidade – o Twitter anunciou que alguns dos seus colaboradores poderão ficar em casa para sempre, por exemplo -, o CEO da Euronext apresenta uma opinião contrária. Stephane Boujnah diz que não é possível fechar negócios da mesma maneira através do Zoom.
«Não queremos que a Euronext se torne uma empresa da cloud. Queremos ver o leque completo de emoções humanas, intuição e criatividade para lá das folhas de cálculo, PowerPoints, Zoom e Skype», afirma o responsável em entrevista à Bloomberg. «Eu estou no meu escritório de Paris atrás da minha secretária. Eu uso uma máscara para reunir com pessoas. Eu apanho um táxi para ir e voltar», adianta ainda Stephane Boujnah.
O CEO desta bolsa de valores quer que os funcionários regressem às instalações da Euronext ainda este mês, para «reconstruir, o mais rápido possível, a energia da empresa». Acredita que o isolamento físico em casa pode mesmo «destruir a criatividade e o motor de crescimento» da Euronext.
Depois de dar o seu próximo exemplo em Paris, Stephane Boujnah indica ainda que o mesmo é possível noutras cidades onde a empresa está presente. Se o problema são os transportes públicos, em Amesterdão, os colaboradores podem ir de bicicleta para o trabalho, ao passo que, em Oslo ou Lisboa, o carro é uma opção. Nas cidades onde as pessoas são mesmo dependentes do metro ou do autocarro, como acontece em Londres, a Euronext está a dar mais espaço de manobra.














