Casos de COVID-19 disparam nos esconderijos dos mais ricos

Os mais ricos estão a fugir para as casas de férias na esperança de escaparem ao novo coronavírus que inavadiu os principais centros urbanos, onde os níveis de contágio são superiores. No entanto, a solução poderá não ser a esperada: o The Guardian avança que as chamadas “cidades resort”, ou seja os paraísos onde os milionários descansam, estão a ver o número de casos de COVID-19 aumentar.

Tendo em conta que estes locais são, habitualmente, pequenos e com poucos recursos, as autoridades temem que os hospitais e unidades de saúde não tenham capacidade para responder ao aumento súbido de infectados. Em Ketchum, no estado norte-americano de Idaho, por exemplo, o presidente da Câmara já alertou que a região não é um destino para férias do vírus. É que, sendo a cidade mais próxima do resort de ski de luxo Sun Valley, é Ketchum que está a cuidar de todos os doentes que vão aparecendo.

Na quinta-feira passada, registaram-se 351 casos confirmados na província que acolhe o resort, sendo que a população total não vai além das 22 mil pessoas. «Para uma cidade habituada a receber visitantes, isto é difícil de fazer, mas devemos reduzir o número de pessoas que visitam a zona», adianta o presidente num artigo publicado no Idaho Mountain Express.

O The Guardian indica que o que está a acontecer neste estado espelha uma tendência nacional. Províncias rurais que assentam essencialmente em actividades de lazer mostram taxas de infecção superiores face a províncias rurais com outro tipo de economia. Considerando o número de infectados per capita, estas regiões conseguem rivalizar com Nova Iorque, por exemplo.

Na Florida, também Palm Beach apresenta a maior taxa de mortalidade por COVID-19 de todo o estado. É aqui que nomes conhecidos como Bill Gates, Tiger Woods, Jimmy Buffet ou Rod Stewart têm casas de férias. É também aqui que fica o resort Mar-a-Lago de Donald Trump.

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