Salários até 18 mil euros: 20 trabalhadores da RTP ganham mais do que o presidente

Entre esses profissionais contam-se dez diretores de várias áreas e dez jornalistas, seis dos quais correspondentes internacionais.

Revista de Imprensa

A RTP chegou a ter 20 trabalhadores com remunerações superiores à do presidente do Conselho de Administração, Nicolau Santos, segundo uma auditoria da Inspeção-Geral de Finanças. Entre esses profissionais contam-se dez diretores de várias áreas e dez jornalistas, seis dos quais correspondentes internacionais.

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De acordo com o Correio da Manhã, os dados constam de um projeto de relatório da Inspeção-Geral de Finanças (IGF), elaborado no âmbito de uma auditoria à rádio e televisão públicas relativa ao período entre 2018 e 2024.

O documento foi preparado a pedido da Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública da Assembleia da República e analisa a gestão financeira e de recursos humanos da RTP.

Segundo o Correio da Manhã, a remuneração mais elevada identificada no período mais recente da auditoria chega aos 17.995 euros mensais, cerca de 220% do salário do presidente do Conselho de Administração.

Nicolau Santos, que preside à RTP desde junho de 2021, aufere 8173 euros mensais, aproximadamente dez mil euros menos do que a remuneração máxima identificada no relatório.

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Situação repete-se ao longo dos últimos anos

A existência de trabalhadores com remunerações superiores à do presidente da RTP não é nova. Em 2018 eram 20, número que subiu para 24 em 2019, desceu para 21 em 2020 e voltou a aumentar para 23 em 2021 e 2022.

Durante parte desse período, a presidência da RTP esteve a cargo de Gonçalo Reis, que liderou a empresa entre 2015 e 2021.

Os valores máximos pagos mantiveram-se, em geral, próximos dos 15 mil euros mensais, aumentando para 17.995 euros no último ano analisado pela auditoria.

IGF aponta complexidade na estrutura remuneratória

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A Inspeção-Geral de Finanças chama também a atenção para a forma como são compostas as remunerações dos trabalhadores da RTP.

Segundo a IGF, os salários mensais incluem uma multiplicidade de subsídios e suplementos de natureza diversa, o que dificulta a análise e a definição do estatuto remuneratório dos diferentes grupos profissionais da empresa.

A auditoria abrange o período entre 2018 e 2024 e incide, entre outros aspetos, sobre a gestão financeira e de recursos humanos da estação pública.

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