Cabecilha do 11 de Setembro e mais quatro cúmplices podem evitar a pena de morte

O caso que envolve Khalid Shaikh Mohammed tem-se arrastado na justiça dos Estados Unidos.

Executive Digest

Os procuradores do Pentágono estão a negociar com os advogados de Khalid Shaikh Mohammed, acusado de ser o cabecilha do 11 de Setembro, e quatro cúmplices um acordo que pode deixar cair a possibilidade da pena de morte num futuro julgamento, segundo o The New York Times. Em troca os cinco acusados devem dar-se como culpados.

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Esta pode ser a solução para um caso que se tem arrastado na justiça americana, e que foi iniciado ainda durante a presidência de George W. Bush. Quase dez anos depois de Mohammed e os seus quatro cúmplices terem sido acusados ainda não foi marcada uma data para o início do julgamento.

De acordo com o NYT, não é de esperar que as duas partes cheguem a um acordo em breve. Mas caso a defesa do alegado cabecilha do 11 de Setembro e dos seus cúmplices aceite o acordo, os cinco devem ser condenados a penas de prisão perpétua.

A confirmar-se, isso poderia ser um entrave ao objetivo do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, de encerrar a prisão de Guantánamo, pois Khalid Shaikh Mohammed e os seus cúmplices têm exigido cumprir as suas penas em Guantánamo, onde podem rezar e comer em grupos.

Os cinco homens querem evitar ser transferidos para a prisão de segurança máxima de Florence, no estado do Colorado, onde os reclusos passam 23 horas em confinamento solitário.

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Esse desejo pode forçar a administração Biden a manter a prisão de Guantanámo aberta, transformando-a numa prisão militar com poucos reclusos.

Khalid Shaikh Mohammed e os seus quatro cúmplices são acusados de ordenar, treinar, financiar e tratar das viagens dos 19 autores dos ataques do 11 de Setembro, em 2001.

Quase três mil pessoas morreram na sequência destes ataques.

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