A Boeing, não só registou zero encomendas pela segunda vez este ano em Abril, como ainda recebeu 108 pedidos de cancelamento de encomendas para o seu avião 737 MAX, o que faz deste o seu pior começo de ano desde 1962, de acordo com a agência ‘Reuters’.
A empresa informou na terça-feira que entregou apenas seis aviões no mês passado, elevando o total para 56 nos primeiros quatro meses de 2020, uma queda de 67% em relação ao ano anterior, enquanto enfrenta a maior crise da sua história.
O sector de aviação está entre os mais afectados pela crise de saúde pública a nível global, já que os bloqueios impostos em todo o mundo para conter a propagação do vírus, destruíram a procura por viagens de avião, obrigando as companhias aéreas a parar.
Para a Boeing, que entregou quatro 787 Dreamliners, um jacto 777 e uma versão mais antiga do 737 MAX em Abril, o surto fez acentuar ainda mais a crise após o segundo de dois acidentes fatais que levaram à paragem do 737 MAX no ano passado.
2019 foi o pior ano de encomendas para a Boeing em décadas, levando à primeira paragem de produção do 737, em 20 anos, que aconteceu em Janeiro e à saída do CEO Dennis Muilenburg, em Dezembro do ano passado.
À medida que a procura por viagens aéreas diminui, a Boeing admitiu cortar a sua força de trabalho de 160 mil pessoas em cerca de 10%, levantando 25 mil milhões de dólares de uma oferta de títulos para aumentar a liquidez e preparar-se para uma recuperação do sector, durante um ano.













