Um memorando confidencial do BNP Paribas, preparado com o Banco de Portugal (BdP) garantia que o Novo Banco estava pronto para ser vendido no início de 2015, com uma carteira de crédito devidamente sustentada por garantias, avança o “Público”.
O documento, a que o “Público” teve acesso, sustentou a consulta a potenciais interessados, tem data de Fevereiro de 2015 e foi preparado pela divisão de Corporate & Institutional do BNP Paribas. O banco francês refere que o elaborou por delegação do BdP e com a participação do próprio supervisor e da gestão do banco chefiado então por Eduardo Stock da Cunha.
Naquele mesmo memorando, o banco francês escreveu que a expectativa é que a partir de 2016 o Novo Banco possa apresentar lucros, que em 2019 deveriam chegar a 180 milhões de euros.
Em Outubro de 2017, recorde-se, foi formalizada a venda do Novo Banco ao Lone Star, mas com a garantia de uma almofada de capital contingente de 3,9 mil milhões, a que pode aceder em caso de perdas do passado mal contabilizadas, recorda o “Público”, acrescentando que, desde então, a gestão descobriu imparidades que diz serem herança do Banco Espírito Santo.













