Nove concertos em coretos históricos do Porto vão acontecer entre sábado e 12 de setembro, no âmbito de um projeto coproduzido pela Câmara do Porto e pela Associação Cultural de Músicos do Stop, foi hoje anunciado.
O projeto visa permitir que músicos e bandas que desenvolvem o seu trabalho no antigo centro comercial Stop se apresentem à cidade através de concertos com sonoridades de diferentes géneros, assinala o comunicado.
Sempre às 18:00, o ciclo de concertos abre no sábado, no Coreto de Arca d’Água, com a atuação dos Orbital Slave, um “power trio” de rock cuja formação integra dois baixistas que se apresentam em palco, de forma alternada, prosseguindo, dia 25, no Coreto do Marquês, com os Viledög, banda de thrash e groove metal formada por quatro músicos.
A 01 de agosto, a Concha Acústica do Palácio de Cristal acolhe os Mr Big Johnny & the Citizen Blues, projeto de blues formado por músicos portugueses e brasileiros radicados no Porto, para na semana seguinte ser a vez dos Esquizofonia, a banda instrumental de stoner e doom, de quatro músicos que se cruzaram no Centro Comercial Stop e criaram este projeto há menos de um ano, atuarem no Coreto da Cordoaria.
A 15 de agosto, as atenções voltam-se para o Coreto do Passeio Alegre, onde atuam os Varizes, com elementos oriundos da Figueira da Foz, da Covilhã e de Viseu, a banda combina rock melódico com sonoridades mais pesadas, seguindo-se no dia 22, novamente na Cordoaria, o Diabo a 4, banda criada em 2019 que cruza o rock com influências que vão do hip-hop ao fado, passando pelo funk e pela soul.
A 29 de agosto, o Coreto de São Lázaro recebe os Trasgo, projeto de noise rock experimental que recupera a figura do duende travesso do folclore transmontano (o trasgo) para ilustrar a mescla de influências musicais que apresenta, chegando setembro com atuações no Passeio Alegre e em São Roque.
O primeiro será na Foz do Douro, dia 05, com os Lyzzärd a apresentar o seu hard rock, misturado com heavy metal e black trash, fechando o ciclo uma semana depois, no Coreto de São Roque, considerado um dos mais pequenos do mundo, com os Enxerto Colectivo, dupla de punk rock experimental conhecida por performances intensas com sonoridades cruas.
Citado pelo comunicado, o vereador da Cultura da Câmara do Porto, Jorge Sobrado salientou ser “o Stop é um dos ecossistemas mais singulares da criação musical em Portugal e na Europa” e que com este ciclo abre-se “um novo espaço na cidade à sua participação” com músicos “a animar lugares públicos de grande valor afetivo, patrimonial e simbólico”.
“Aumentamos, assim, a participação de músicos do Stop na vida cultural do Porto e devolvemos os coretos à sua vocação original de encontro entre artistas e comunidades”, acrescentou.













