2026. Acima de tudo, transformação, num ano desafiante, marcado por imprevisibilidade e rápidas mudanças no cenário global e que exige dinamismo de todos. Neste ambiente, a confiança será uma ferramenta decisiva para permitir o progresso e a evolução de Portugal. Para compreender os principais desafios e metas que Portugal enfrentará nos próximos meses, a Executive Digest ouviu vários líderes de empresas e instituições nacionais.
Nesse sentido, ficaremos a conhecer o que o presidente da CIP antecipa para um ano que exige, com responsabilidade, decisão, execução, equilíbrios delicados, optimismo e esperança (com cheiro a pólvora) e ambição colectiva.
- Quais os maiores desafios e alterações que o seu sector e empresa, em particular, pode enfrentar em 2026?
- Que impacto terá o actual quadro geopolítico no seu sector?
- Alguma oportunidade que a sua empresa/ sector não pode perder em 2026?
- Uma palavra que possa definir 2026.
1. A economia portuguesa tem, desde logo, o colossal desafio de acompanhar o desenvolvimento tecnológico impulsionado pela Inteligência Artificial (IA). Conhecemos as potencialidades da IA, mas é preciso que as empresas revelem capacidade para introduzir esta tecnologia e obter com ela ganhos efetivos de produtividade. Se o fizerem, pode ser o começo de uma transformação do perfil tecnológico da nossa economia.
Ao desafio da IA podemos ainda acrescentar a diversificação de mercados para fazer face aos atuais constrangimentos ao comércio livre, o aumento da produtividade numa conjuntura de envelhecimento populacional, incapacidade de reter e atrair talento e escassez de mão de obra e ainda a aceleração da transição energética e climática, cuidando que a mesma não compromete a desejável reindustrialização do país.
2. Uma economia aberta e pouco competitiva como a portuguesa é, naturalmente, vulnerável a perturbações do quadro geopolítico e consequente instabilidade e incerteza no comércio internacional. De resto, o setor exportador tem sofrido com a guerra tarifária de Trump e também com a estagnação de economias mais expostas ao conflito ucraniano, como é o caso da Alemanha.
Ainda assim, as empresas portuguesas têm argumentos para entrar em mercados menos tradicionais, encontrar novos parceiros e estabelecer novas relações comerciais. Sendo um oásis de tranquilidade num mundo em convulsão, Portugal pode aumentar a sua atratividade para investimentos, talento, inovação e negócios.
3. A IA é uma oportunidade a não perder, sob pena de não conseguirmos elevar a nossa produtividade e de não sermos competitivos numa economia global cada vez mais sofisticada. Acresce que a IA anda de braço dado com a inovação, outro trunfo para tornarmos os nossos produtos mais competitivos em mercados exigentes.
4, IMPREVISIBILIDADE.






