A saída do Reino Unido do bloco comunitário a 31 de Janeiro, depois de um demorado processo iniciado em 2016, é «um grito de alerta» para a União Europeia (UE) e deve merecer uma reacção por parte da UE, defendeu a líder alemã, Angela Merkel, em entrevista ao “Financial Times”.
A UE deve tornar-se «atractiva, inovadora, criativa» e transformar-se num «bom lugar para a investigação e a educação. A competição pode ser muito produtiva», disse.
A chanceler alemã, cujo quarto e último mandato termina em 2021, destacou ainda a importância da UE para a Alemanha. «Encaro a Europa como o nosso seguro de vida», frisou, sublinhando que a Alemanha é «é demasiado pequena para, por si só, exercer alguma influência geopolítica».
Durante a entrevista, Merkel também admitiu que «houve uma mudança» na forma como os Estados Unidos percepcionam a Europa, com a chegada ao poder do actual líder norte-americano Donald Trump. E quer a UE como a Alemanha têm vindo a descer na lista de prioridades dos Estados Unidos e já não estão «no centro dos acontecimentos mundiais».
Para a alemã, a EU deve de assumir mais responsabilidades, sobretudo em matéria de Defesa, para construir a sua própria capacidade militar e proteger as suas fronteiras




