Vodacom com quebra na faturação em Moçambique apesar de melhoria operacional

A Vodacom registou uma melhoria operacional em Moçambique no último exercício fiscal, com crescimento de receitas de serviços e nos serviços financeiros, apesar do recuo de 1,5% na faturação total, segundo relatório e contas da operadora.

Executive Digest com Lusa

A Vodacom registou uma melhoria operacional em Moçambique no último exercício fiscal, com crescimento de receitas de serviços e nos serviços financeiros, apesar do recuo de 1,5% na faturação total, segundo relatório e contas da operadora.

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A operadora móvel do grupo internacional, e uma das três em operação no país africano, refere no relatório financeiro do ano fiscal de 2026, terminado em 31 de março e a que a Lusa teve acesso, que as receitas de serviços em Moçambique cresceram 3,3% em moeda local, destacando uma evolução mais favorável da operação face ao exercício anterior.

A empresa, com operações também no Lesoto, Tanzânia, República Democrática do Congo, África do Sul e Egito, aponta, contudo, que a faturação total da Vodacom Moçambique recuou 1,5%, para 20.359 milhões de meticais (277,5 milhões de euros), face aos 20.673 milhões de meticais (286,4 milhões de euros) registados no exercício fiscal anterior.

No entanto, ainda de acordo com o relatório, a receita média por cliente da Vodacom Moçambique aumentou para 129 meticais (1,76 euros) por mês em 31 de março de 2026, acima dos 124 meticais (1,71 euros) registados em 31 de março de 2025.

A Vodacom refere ainda que terminou o exercício com 11,6 milhões de clientes em Moçambique, mantendo o país como um dos principais mercados da operação internacional do grupo.

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A empresa sublinha o reforço da rede, com a cobertura populacional 4G em Moçambique a atingir 87,1% em março de 2026, acima dos 87,0% do ano anterior e muito acima dos 25,2% registados em 2020.

Destaca o investimento em soluções de conectividade para zonas remotas, referindo que concluiu com sucesso em Moçambique uma prova de conceito com satélites de órbita baixa (LEO), em parceria com a Starlink.

Segundo a Vodacom, a tecnologia permite ligar estações móveis rurais em áreas onde não existe cobertura por fibra ótica ou ligações de micro-ondas convencionais, acelerando a expansão da rede e reforçando a sua resiliência.

Já a faturação do negócio de serviços financeiros de carteira móvel da operadora em Moçambique cresceu 5,2% no último exercício, para o equivalente a 4,3 mil milhões de meticais (73,5 milhões de euros), segundo o mesmo relatório. A empresa refere ainda que Moçambique contava no final de março de 2026 com 6,4 milhões de clientes de serviços financeiros, integrados no sistema de carteira móvel própria M-Pesa.

No relatório do exercício anterior, terminado em 31 de março de 2025, a administração da Vodacom descreveu a operação moçambicana como tendo vivido um “ano desafiador”, atribuindo o desempenho à reavaliação de preços e às tensões pós-eleitorais que se seguiram às eleições gerais de outubro de 2024. Na altura, a empresa apontou que a melhoria do ambiente político e económico abriria espaço para uma recuperação da operação moçambicana no exercício seguinte.

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No relatório agora divulgado, a administração destaca o crescimento das receitas de serviços em moeda local e a melhoria do desempenho operacional do mercado.

A Vodacom Moçambique opera nas telecomunicações desde 2003, tendo como acionistas a Vodacom International (85%) e parceiros locais, como a Empresa Moçambicana de Telecomunicações (1,99%), a Intelec Holdings (6,5%) e a Whatana Investments (6,5%).

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