Há 641 anos, Portugal travava uma das batalhas mais decisivas da sua História: Aljubarrota é hoje evocada

Data é assinalada esta sexta-feira com um programa de comemorações em São Jorge, no concelho de Porto de Mós, e na Batalha

Francisco Laranjeira

Passaram exatamente 641 anos desde a Batalha de Aljubarrota. Foi a 14 de agosto de 1385 que as forças portuguesas, comandadas por D. João I e D. Nuno Álvares Pereira, enfrentaram o exército castelhano num confronto que se tornaria um dos episódios mais decisivos da História de Portugal.

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A data é assinalada esta sexta-feira com um programa de comemorações em São Jorge, no concelho de Porto de Mós, e na Batalha, que inclui cerimónias militares, uma recriação histórica, homenagens aos combatentes e uma deposição de flores no túmulo de D. João I.

As cerimónias do 641.º aniversário arrancam às 10h00, com uma missa na Capela de São Jorge.

Recriação histórica e parada militar

A partir das 11h00 estão previstos os discursos de boas-vindas da Câmara Municipal de Porto de Mós e do presidente da Fundação Batalha de Aljubarrota (FBA), António Ramalho.

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Segue-se uma recriação histórica dedicada aos Cronistas da Batalha Real, pela Companhia Livre, e uma evocação histórica pelo coronel Henriques.30

A componente militar terá também um papel central nas comemorações, com uma parada das Forças Militares, uma homenagem aos combatentes mortos e um desfile da Força Militar.

O programa inclui ainda a assinatura de um protocolo entre a Fundação Batalha de Aljubarrota e a Câmara Municipal de Porto de Mós, no Auditório Alexandre Patrício Gouveia, e a exibição do filme “D. Nuno Álvares Pereira”, no Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota.

O dia que ajudou a decidir o futuro de Portugal

A batalha travada a 14 de agosto de 1385 foi um momento determinante da crise de 1383-1385, desencadeada pela morte de D. Fernando I sem um herdeiro masculino e pela disputa em torno da sucessão ao trono português.

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O exército português, liderado por D. João I e pelo condestável D. Nuno Álvares Pereira, enfrentou uma força castelhana numericamente superior e conseguiu uma vitória decisiva.

Aljubarrota consolidou a posição de D. João I no trono e a independência portuguesa perante Castela, abrindo caminho à afirmação da dinastia de Avis.

A vitória ficaria também ligada ao Mosteiro de Santa Maria da Vitória, mais conhecido como Mosteiro da Batalha, mandado construir por D. João I em cumprimento de um voto feito antes do confronto.

Cerimónias terminam junto ao túmulo de D. João I

O programa prossegue durante a tarde. Às 15h00 está prevista a assinatura de um protocolo entre a Museus e Monumentos de Portugal e a Fundação Batalha de Aljubarrota.

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As comemorações terminam às 15h30 no Mosteiro de Santa Maria da Vitória, com uma deposição de flores no túmulo de D. João I.

Mais de seis séculos depois, os locais diretamente ligados à batalha voltam assim a assinalar o confronto de 14 de agosto de 1385 — um dia que se tornou determinante para a independência e para o rumo da História de Portugal.

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