AIMA anuncia crescimento do quadro de pessoal, sindicato contrapõe saldo real negativo

A AIMA anunciou um crescimento de 17% de recursos humanos em dois anos, mas o Sindicato dos Técnicos de Migração considerou que é “um número enganador”, contrapondo a saída nesse período de 19% dos trabalhadores e um saldo real negativo.

Executive Digest com Lusa

A AIMA anunciou um crescimento de 17% de recursos humanos em dois anos, mas o Sindicato dos Técnicos de Migração considerou que é “um número enganador”, contrapondo a saída nesse período de 19% dos trabalhadores e um saldo real negativo.

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Em comunicado, divulgado na quarta-feira, a Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) adiantou que “registou um crescimento significativo dos seus recursos humanos entre julho de 2024 e julho de 2026, traduzindo um reforço efetivo de 17% no conjunto da instituição”, considerando o aumento “um passo decisivo na consolidação da capacidade operacional da AIMA, num período marcado por exigência, transformação e forte pressão sobre os serviços públicos”.

Em resposta, o Sindicato dos Técnicos de Migração (STM) disse que “o número é enganador”.

“No mesmo período, a saída de trabalhadores aumentou 19%. O saldo real é portanto, negativo”, defendeu o sindicato.

O STM disse que este défice de trabalhadores “tem impacto direto na capacidade de resposta da AIMA”, uma vez que cada trabalhador que sai “leva consigo anos de experiência acumulada — conhecimento de processos, legislação e práticas que não se recuperam com a simples entrada de novos trabalhadores”.

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“O STM alerta para a apresentação de percentagens descontextualizadas que criam uma perceção artificial de crescimento. Um aumento de 17% na entrada, sem divulgar quantos permanecem após o período de consolidação de seis meses, não descreve a realidade operacional. O sindicato questiona: quantos dos que entram continuam ao fim de seis meses? Com base nos relatos dos associados, a estimativa é clara: não chega a 2%”, lê-se no comunicado do STM.

Para o sindicato, “uma taxa de retenção tão baixa compromete a continuidade do serviço, aumenta a rotatividade e obriga a ciclos permanentes de formação, sem ganho efetivo de capacidade”.

A Lusa questionou a AIMA sobre o impacto da entrada de trabalhadores na redução de pendências nos processos na agência, nomeadamente autorizações de residência e manifestações de interesse, entre outros, e aguarda resposta.

No comunicado divulgado na quarta-feira, a AIMA adiantava ainda que o crescimento de efetivo “é especialmente significativo na AIMA, EPE, estrutura dedicada à modernização tecnológica e à transformação digital dos serviços, que registou um aumento de 35% no Departamento de Recursos Humanos, no mesmo período”.

Adiantava ainda que as projeções para este mês de setembro colocam a AIMA a “atingir uma percentagem de aumento de recursos humanos geral de cerca de 20% e a AIMA, EPE a alcançar um crescimento de 48%, o que reforça de forma significativa a capacidade tecnológica e a resposta digital da instituição”.

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IMA/RCV // ZO

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