O responsável do mais alto órgão de segurança do Irão alertou hoje os Estados Unidos de que vão enfrentar uma “nova estratégia” na guerra, depois de uma forte escalada das hostilidades entre os dois países.
Os EUA “verão em breve que a nova estratégia do Irão no campo de batalha, na diplomacia e perante o bloqueio económico, abalará os seus alicerces”, afirmou o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Mohsen Rezai, numa mensagem publicada nas redes sociais, sem adiantar mais pormenores.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão condenou o ataque aéreo norte-americano que devastou uma cerimónia de casamento no sul do país, considerando o episódio como um “crime de guerra”.
“A realidade desta guerra ilegal (…) e a verdadeira face do crime de guerra estão em Sirik, onde uma cerimónia de casamento foi brutalmente bombardeada como parte da tentativa desesperada dos Estados Unidos de encobrir o seu fracasso”, escreveu o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Esmail Baghaei.
Segundo a agência de notícias iraniana IRNA, pelo menos 18 pessoas morreram, incluindo quatro num casamento, e 68 ficaram feridas em ataques dos EUA contra o Irão na noite passada.
Mísseis norte-americanos atingiram uma casa onde estava a ser celebrado um casamento na aldeia de Kuhestak, na província de Ormuzgão, no sul do país, matando quatro pessoas e ferindo 68, disse o diretor provincial da organização humanitária Crescente Vermelho, Mokhtar Salahshur.
Dos feridos, 50 permanecem hospitalizados.
Já o presidente do parlamento iraniano e negociador-chefe tinha condenado o último ataque norte-americano, comparando os Estados Unidos a Satanás.
“Se uma potência age como Satanás, escolhe os alvos como Satanás e mata como Satanás, então é o Satanás”, considerou Mohammad Bagher Ghalibaf.
A expressão Satanás aplicada aos Estados Unidos é usada com frequência pelos líderes iranianos desde a Revolução Islâmica de 1979.
Os Estados Unidos atacaram o Irão na terça-feira à noite, pela segunda vez em 48 horas, numa ofensiva contra “alvos da Guarda Revolucionária Islâmica” para conter as “tentativas de agressão” iranianas contra “a navegação comercial no estreito de Ormuz e contra militares norte-americanos destacados na região”.
O Irão respondeu com ataques contra instalações militares norte-americanas na Jordânia, Bahrein, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Curdistão iraquiano.














