Porque deixar o telemóvel descarregar completamente pode ser um erro caro

Ao contrário do que acontecia há alguns anos, os smartphones atuais utilizam baterias de iões de lítio ou de polímero de lítio, uma tecnologia muito diferente das antigas baterias de níquel

Executive Digest

A autonomia da bateria continua a ser um dos fatores mais importantes na escolha de um smartphone. Apesar de os fabricantes terem conseguido aumentar a duração e acelerar os carregamentos, milhões de utilizadores continuam a queixar-se de que a bateria já não aguenta um dia inteiro de utilização.

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Segundo o ‘El Economista’, um dos hábitos mais comuns pode estar precisamente na origem desse desgaste: deixar o telemóvel desligar-se porque a bateria chegou aos 0%.

Ao contrário do que acontecia há alguns anos, os smartphones atuais utilizam baterias de iões de lítio ou de polímero de lítio, uma tecnologia muito diferente das antigas baterias de níquel. Estas últimas beneficiavam de descargas completas ocasionais devido ao chamado “efeito de memória”, mas esse problema deixou de existir.

Hoje, deixar a bateria esgotar completamente não só é desnecessário como pode acelerar a sua degradação.

Os especialistas explicam que, quando a carga desce para níveis muito baixos — sobretudo abaixo dos 5% —, os materiais no interior da bateria ficam sujeitos a um maior stress químico. Com o tempo, esse desgaste reduz a quantidade de energia que a bateria consegue armazenar, traduzindo-se numa autonomia cada vez menor.

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Outro fator importante é a forma como a vida útil das baterias é contabilizada. Esta é medida em ciclos de carga, sendo que um ciclo corresponde, de forma simplificada, à utilização equivalente a 100% da capacidade da bateria. As descargas completas representam um maior esforço para a bateria do que várias cargas parciais distribuídas ao longo do dia.

É por isso que muitos especialistas aconselham a manter a carga, sempre que possível, entre os 30% e os 80%. Este intervalo reduz o desgaste químico e pode prolongar a vida útil da bateria durante vários anos.

Isto não significa que deixar o telemóvel chegar aos 0% ocasionalmente vá provocar danos imediatos. No entanto, se esse hábito se repetir frequentemente, poderá contribuir para uma degradação mais rápida da bateria e obrigar a substituí-la mais cedo do que seria necessário.

Em suma, se quer prolongar a vida útil do seu smartphone, a recomendação é simples: evite esperar que a bateria chegue ao fim antes de a ligar ao carregador. Pequenas cargas ao longo do dia podem ser muito mais benéficas do que uma descarga completa repetida todos os dias.

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