“Fruto da irresponsabilidade”: Montenegro culpa antigos governos do PS pelas crises na saúde, educação e habitação

O primeiro-ministro afirmou hoje que “a pressão acrescida” em áreas como saúde, escola pública e habitação “são fruto” da irresponsabilidade dos anteriores governos PS, perguntando a José Luís Carneiro “se sabia ou não” dos dados estatísticos do INE.

Executive Digest

O primeiro-ministro afirmou hoje que “a pressão acrescida” em áreas como saúde, escola pública e habitação “são fruto” da irresponsabilidade dos anteriores governos PS, perguntando a José Luís Carneiro “se sabia ou não” dos dados estatísticos do INE.

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“Os números destacaram verdades escondidas do PS”, acusou. “A pressão acrescida nas áreas da saúde, habitação e escola pública é fruto da irresponsabilidade da governação que nos antecedeu.”

Luís Montenegro fez este desafio na abertura do debate do estado da nação, referindo-se à divulgação recente de estatísticas que apontam que a população portuguesa ronda os 11,4 milhões de pessoas.

“Senhor deputado José Luís Carneiro, sabia ou não sabia desta realidade?”, questionou.

“Durante os dois últimos anos, o PS escondeu o jogo, e veio aqui exigir resultados que eram muito difíceis de atingir. Volto a perguntar: os senhores deputados todos da bancada socialista, sabiam ou não sabiam? É que estes números do INE destaparam uma outra realidade dos resultados económicos dos governos que nos antecederam. Afinal, nem a riqueza per capita cresceu tanto como diziam, nem as narrativas da recuperação pós-pandemia e convergência com a Europa correspondiam totalmente à verdade dos factos”, frisou.

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“Os deputados José Luís Carneiro e André Ventura bem podem rivalizar na irresponsabilidade, mas seguem juntos na velha tática socrática segundo a qual mais do que avaliar a substância é preciso criar uma narrativa”, indicou, reforçando:

“As oposições estão sempre muito ativas a seguir aquilo que é momentâneo, as tendências das rede sociais. É aquilo que disse ser a tática da criação de uma narrativa, interessa construir um pensamento dominante, que não devia ser indiferente à realidade do Governo. As oposições escolheram dizer que este Governo é insensível, que este Governo e PM não têm empatia. Esse argumento esbarra nas posições desses partidos e na ação política do Governo”, apontou.

“Ao Governo compete governar, a Assembleia da República legislar. Nesse papel, todos temos responsabilidades perante os eleitores. Uma das coisas mais significativas deste Estado da Nação é que em muitas alturas a AR quis governar em nome do Governo, pela junção de vontades dos maiores dois partidos da oposição. O PS e Chega, com uma sensibilidade social discutível, preparam-se agora para aprovar, com um impacto superior a 300 milhões de euros, uma ajuda suplementar aos jovens portugueses que concluíram licenciatura e mestrado e ingressarem no mercado de trabalho”, continuou Luís Montenegro.

No debate, que ficou marcado também pela saída do hemiciclo de Fernando Alexandre e Luís Neves, dois ministros sob intensa polémica recentemente, Luís Montenegro salientou também que “o Portugal de hoje é mais amigo do investimento, do trabalho e dos jovens que querem uma oportunidade em Portugal. Está a crescer mais do que a UE, o rendimento líquido é um dos maiores da OCDE. Agora, apresentar um país que não é o real, já perguntei aos portugueses duas vezes e ganhei as eleições. Temos de respeitar a vontade política do povo português, dar ao Governo capacidade para executar os seus programas.”

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