Ao longo dos anos ouvimos falar do mal-amado GPL, muita desinformação e mesmo conotação depreciativa. Mas, este sistema desde que certificado é mais seguro, mais ecológico e tecnicamente mais interessante face à gasolina. A Dacia fez esse percurso, ainda por cima quando o GPL – estava ainda mais barato – agora situa-se perto dos 0.92€ por litro.
O Dacia Duster a GPL e, com caixa automática, mostra como a solução é possível, honesta, prática e fiável.
Esta apresentação da Renault é uma (boa) estratégia para consolidar a sua posição nos competitivos segmentos B e C, promovendo o Gás de Petróleo Liquefeito (GPL) como uma alternativa económica, segura e ecológica.
Para isso, apresentou à comunicação social as novas versões a GPL do Clio e do Symbioz, destacando melhorias significativas na capacidade dos depósitos, na autonomia e na integração tecnológica, tudo isto contextualizado na vasta gama de motorizações da Renault e nas dinâmicas específicas (para não dizer, nalguns casos, infelizes) do mercado português em termos de legislação.
O mercado português é altamente competitivo nos segmentos B e C, que se mantêm estáveis desde o período pós-COVID. Para triunfar num cenário desta natureza, a Renault aposta na diferenciação através de um design distinto, tecnologia de ponta e equipamento abrangente.
Os Clio e Symbioz representam os pilares fundamentais desta estratégia. Por um lado, o E-Tech (elétrico e híbrido completo) e uma gama diversificada de Motores de Combustão Interna (ICE).
Na linha E-Tech elétrica – do Twingo (segmento A) até ao Scénic (segmento C), surgem as plataformas dedicadas para maximizar a eficiência e reduzir o peso.
Na gama híbrida, desde o Clio ao Espace (segmento D), aposta numa solução de transição ideal para clientes que ainda não estão preparados para a mobilidade 100% elétrica.
Já o portefólio ICE inclui opções a gasolina e GPL para preços de entrada, híbridos mild (12V ou 48V) como primeiro passo na hibridização.
O GPL é uma “escolha inteligente” – e “tenho um em casa” para o consumidor, pois possui benefícios económicos e ecológicos substanciais. Economicamente, o preço do GPL tem-se mantido estável em menos de 1 euro por litro, com poupanças significativas face à volatilidade dos preços da gasolina.
Façamos o seguinte exercício baseado numa quilometragem anual de 15.000 quilómetros – um veículo a GPL pode poupar mais de 500 euros por ano em comparação com a gasolina.
Na Europa esta situação – mas também a qualidade do produto Renault – impulsionou um aumento de 35% nas vendas do Clio a GPL e de 28% nas do Captur a GPL na Europa, num período de um ano.
Ecologicamente, a tecnologia GPL oferece uma redução notável nas emissões: 90% menos CO2; 90% menos partículas finas em comparação com os motores a gasolina e 96% menos emissões de NOx do que os motores a diesel.
A segurança surge reforçada pois a tecnologia da Renault é uma solução totalmente integrada de fábrica, garantindo fiabilidade e segurança com características como uma válvula de retenção e uma válvula de alívio de pressão (se aquecerem, a libertação dissipa-se na atmosfera sem explosão). Além disso, os tanques como se usa gás são de aço. Os da gasolina são plástico (!!!)
Creio que com isto, a questão da antiga regra de não se poder estacionar em parques de estacionamento caía já nessa altura, “por terra”. Hoje, deixou de existir, além do discrminatório selo que as viaturas usavam.
As especificações técnicas das novas versões a GPL do Symbioz e do Clio recorrem ao motor turbo de 1,2 litros e três cilindros e com uma atualização no aumento da capacidade do depósito de GPL para o Clio, que passou de 32 para 50 litros utilizáveis, o que proporciona uma autonomia total de até 1.450 quilómetros e 1.500 quilómetros para o Symbioz (50L GPL + 48L gasolina), com ambos os veículos a debitarem 120 cavalos de potência.
A transmissão foi adaptada ao mercado-alvo de cada modelo, pois enquanto o Clio está equipado com uma caixa automática EDC para satisfazer a procura de conforto e suavidade de condução, especialmente em tráfego urbano, o Symbioz apresenta uma caixa manual numa decisão estratégica para manter o seu preço abaixo do limiar dos 30.000 euros em toda a Europa, tornando-o assim uma opção mais acessível e eficiente no segmento C.
Tanto o Clio como o Symbioz beneficiam da linguagem de design renovada da Renault dos últimos cinco a seis anos, evidente no estilo da dianteira, onde os designers jogaram com o emblema do diamante na grelha e a sua repetição nas luzes de circulação diurna (DRL). A traseira dos veículos também apresenta designs de farolins tecnicamente avançados e visualmente impactantes, com os do Symbioz a serem descritos como semelhantes a um “bloco de gelo”.
No domínio tecnológico, ambos os modelos estão equipados com 29 itens de tecnologia focados na segurança. Os sistemas de assistência ao condutor (ADAS) incluem uma câmara de 360 graus para estacionamento seguro e um cruise controladaptativo, afinado para gerir a velocidade e a distância de forma a proporcionar uma condução serena. Os veículos também dispõem do aclamado sistema de infoentretenimento OpenR Link, baseado no Google. Uma atualização recente integra a IA do Google, o Gemini, que permite interações mais naturais e conversacionais, aumentando a segurança ao minimizar as distrações.
Destaques:
O Symbioz destaca-se pela versatibilidade, realçada por um banco traseiro que desliza 16 centímetros, permitindo aos proprietários priorizar o espaço para as pernas dos passageiros traseiros ou a bagageira.
A bagageira oferece 610 litros de espaço, expansível para mais de 1.500 litros com os bancos rebatidos.
Uma característica premium é o teto panorâmico de vidro “Solarbay”, que pode ser opacificado com o toque de um botão ou comando de voz.
O Clio – um sucesso de mercado que disputa consistentemente os primeiros lugares de vendas na Europa, possui uma tampa da bagageira rebaixada em 4 cm para facilitar o carregamento. e a inovação do “Smart Mode” – disponível com a caixa automática – onde o sistema inteligente ajusta automaticamente as características de condução do automóvel, mantendo um modo silencioso e económico para condução urbana, enquanto alterna suavemente para um perfil mais desportivo para ultrapassagens, regressando ao modo anterior assim que a necessidade termina. Funciona muito bem em ambiente real
No mercado português, o GPL está a transitar de nicho para uma solução “mainstream” com o mercado de veículos a GPL e GNV a crescer 27,2% em quatro anos, atingindo 120.000 unidades, com a quota da Renault a subir de 2,83% para 7%.
As vendas de GPL da Renault em Portugal registaram um aumento de seis vezes sendo que o argumento financeiro é convincente, com o GPL a 92 cêntimos por litro, oferecendo uma poupança de 40% face à gasolina.
Não muito comentado (mas vamos colocar a bold) para clientes empresariais a possibilidade de deduzir 50% do IVA na compra do veículo e nos custos de combustível — um incentivo inexistente para elétricos ou a diesel.
O Symbioz com o novo motor EcoG 120 terá um preço de entrada de 28.140 euros e o Clio começa nos 21.990 euros.
Em termos práticos: o Clio é um automóvel com uma condução muito intituiva, bom conforto, insonorização bem conseguida e bom espaço interior. Relativamente à geração anterior, representa uma evolução enorme em todos os domínios e na elevação para um estatuto mais premium. A caixa automática, conjugada com o motor a GPL, funciona muito bem. O ar condicionado muito forte, sem com isso elevar os consumos. A transição para gasolina pode ser efetuada de modo automático ou manual sem nada a assinalar. Tranquilidade absoluta, tal como quando reasbastecemos (sim, e é seguro…somente tem diferenças face ao abastecimento a gasolina)
O Symbioz é outra viatura. Claramente para um segmento superior com muitos materiais suaves ao toque. A caixa manual cumpre os requisitos. Pessoalmente, prefiro as automática, embora no meu dia a dia conduza maioritariamente com caixa manual.
Em resumo, vamos esquecer as teorias antigas do GPL, do estacionamento nos parques de estacionamento, da insegurança.
Foquemo-nos no que diz a ciência e engenharia. E, se dúvidas tiverem contactem-me ou olhem para os dados!










