Ensaio. Changan Deepal S07: o SUV elétrico chinês que quer jogar no campeonato premium

Jorge Farromba esteve ao volante deste SUV que não passa despercebido

Jorge Farromba

Num mercado cada vez com mais opções de SUV elétricos, o Changan Deepal S07 aposta numa identidade suficientemente nítida para não passar despercebido no universo dos SUV.

Enquadra-se no segmento D, 100% elétrico com mais de 4,70m de comprimento, tração traseira e uma bateria de 79.97 kWh que, em ciclo WLTP garante 475 km mas, na realidade, estamos perto dos 300 km reais em AE.

Com um competitivo preço que começa nos 44.990€ – o que o distingue – está na forma como interpretou o “rosto” europeu sem cair no estereótipo do Suv tecnológico; a marca apresenta-o como um Coupé SUV com um perfil fastback, apostando em linhas dinâmicas, numa assinatura luminosa traseira contínua, com os puxadores ocultos – como é hoje normal – e teto panorâmico, numa linguagem orientada para a elegância aerodinâmica mas com uma forte componente visual.

Nota-se que houve um cuidado pelo design, mas também no ambiente a bordo, sobretudo para quem procura um elétrico com aparência mais premium sem entrar em territórios de preços muito altos. Nota-se sobretudo pelo seu desenvolvimento no centro de investigação no Reino Unido e acoplado a um design italiano.

O Changan não tenta vender apenas preço ou equipamento, mas que foi pensado para agradar a um condutor europeu, tanto na forma como no movimento. O interior convence mais pelo ambiente do que pelo exibicionismo, pois o design é limpo e minimalista com um ecrã central rotativo para condutor e passageiro  com 15,6”, Head up display com realidade aumentada e a integração do Apple CarPlay e Android sem fios.

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Os bancos acolhem-nos e são ergonómicos com o apoio lateral correto, elétricos, com aquecimento e ventilação. Como todos, ou quase todos os automóveis atuais surge a ausência de botões físicos para funções essenciais como a climatização e outros, ficando tudo concentrado no ecrã central.

Com uma distância entre eixos de cerca 2,9m, tal traduz-se numa habitabilidade interessante para quatro adultos onde a sensação de amplitude existe, com uma bagageira traseira com 445l a que se junta um frunk de 125l, especialmente útil para um veículo como este de vocação familiar.

É claramente um SUV de família com pretensões premium mas utilizável no dia a dia quotidiano .O motor elétrico de 160kwh e tração traseira não é exuberante nas acelerações mas é suficientemente rápido e silencioso (vidros laterais dianteiros duplos) onde o dinamismo existe sem se destacar, e com muitos materiais moles e a inclusão de vários assistentes eletrónicos.

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Claramente uma proposta de conforto mais do que pureza dinâmica absoluta, com um ecossistema digital avançado como é habitual na marca onde evidencia que os novos veículos não se medem apenas pela bateria e pela potência mas também pela qualidade do software, na integração do homem-máquina e na inteligência de utilização quotidiana.

O publico alvo são claramente as famílias e executivos que querem um SUV elétrico médio-grande com visual distinto, muito equipado, com imagem moderna. Existe ainda margem de melhoria na afinação fina da experiência dinâmica, mas muito interessante, assumindo-se como uma boa proposta de valor.

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