EUA querem viver na Lua já na próxima década: o ambicioso plano da NASA

Estratégia surge num contexto de forte pressão política e tecnológica para garantir a liderança dos Estados Unidos na nova corrida espacial.

Patrícia Moura Pinto

A NASA anunciou um plano ambicioso para estabelecer a primeira presença humana permanente na Lua, com metas que apontam já para o final desta década. A estratégia surge num contexto de forte pressão política e tecnológica para garantir a liderança dos Estados Unidos na nova corrida espacial.

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De acordo com o El Espanol, o administrador da NASA, Jared Isaacman, revelou uma série de medidas urgentes para acelerar o regresso dos astronautas à superfície lunar e iniciar a construção de uma base habitável.

O plano está alinhado com a Política Espacial Nacional dos Estados Unidos, assinada pelo presidente Donald Trump, que define como objetivo levar novamente humanos à Lua antes de 2028 e estabelecer uma presença permanente até 2030.

Este calendário implica uma reformulação profunda da NASA, com mudanças que terão de acontecer “em meses, não em anos”, de forma a acelerar os programas já em curso.

Programa Artemis ganha novo impulso

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Um dos pilares deste plano é o programa Artemis. A NASA pretende reforçar o desenvolvimento do foguetão SLS e introduzir novas missões nos próximos anos.

A missão Artemis III, prevista para 2027, servirá para testar sistemas integrados e capacidades orbitais. Caso os prazos sejam cumpridos, a Artemis IV marcará o regresso dos astronautas à superfície lunar.

A partir daí, a NASA quer realizar lançamentos anuais, com o objetivo de, numa fase mais avançada, garantir viagens à Lua a cada seis meses.

Uma base lunar em três fases

A construção da base lunar será feita de forma progressiva, em três etapas distintas.

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Numa primeira fase, serão realizadas missões frequentes com veículos lunares para transportar equipamentos, rovers e instrumentos científicos.

Segue-se a criação de uma infraestrutura semi-habitável, permitindo estadias temporárias de astronautas, à semelhança do que acontece atualmente na Estação Espacial Internacional.

Por fim, será desenvolvida uma base totalmente funcional, com sistemas de aterragem de carga e habitats capazes de sustentar uma presença humana contínua na Lua.

Tecnologia nuclear e missões a Marte

Paralelamente, a NASA está também a investir no desenvolvimento de uma nave interplanetária com propulsão nuclear. O projeto, designado Reator Espacial-1 Freedom, deverá ser lançado antes do final de 2028 com destino a Marte, transportando helicópteros de exploração.

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Para viabilizar este plano, a NASA decidiu suspender o programa Gateway, que previa a construção de uma estação espacial em órbita da Lua.

Os recursos serão redirecionados para infraestruturas diretamente na superfície lunar, apesar de já terem sido identificados desafios com o hardware existente.

A agência anunciou ainda mudanças internas significativas, incluindo a redução de obstáculos burocráticos, a integração de especialistas nas cadeias de produção e a conversão de milhares de contratos em empregos permanentes.

A nova corrida espacial já começou

Este plano reforça a ideia de que a corrida espacial entrou numa nova fase, com foco na exploração sustentável e na presença humana fora da Terra.

A ambição dos Estados Unidos é clara: voltar à Lua, não apenas para explorar, mas para estabelecer uma base permanente que poderá servir como ponto de partida para futuras missões a Marte e além.

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