O presidente Donald Trump reapareceu esta terça-feira, uma semana depois da sua última aparição oficial, o que motivou rumores sobre o seu estado de saúde. O presidente americano considerou os rumores “loucos” e lembrou que “Biden nunca fez nada, e ninguém lhe perguntou”. O líder republicano recordou que deu na sexta-feira uma entrevista – que publicou na sua conta das redes sociais – e passou algum tempo no seu clube de golfe. “Notícias falsas, os media têm muito pouca credibilidade”, atirou, justificando a ausência como parte “de um feriado prolongado, com feriado à segunda-feira” [Dia do Trabalhador nos EUA].
O presidente americano justificou-se numa conferência de imprensa na Sala Oval, na sequência de um ataque a um navio venezuelano. No entanto, era visível uma série de hematomas nas mãos, escondidas sob uma maquilhagem carregada. A Casa Branca não apresentou qualquer explicação para a causa dos ferimentos ou para o seu prolongado silêncio público nos últimos dias.
A última vez que o presidente apareceu na ordem de trabalhos foi na terça-feira, dia 26, durante uma maratona de reuniões do Gabinete, em que, durante três horas e 17 minutos — um recorde durante a sua governação —, os seus secretários o elogiaram.
Na era das redes sociais, a ausência de Trump da Casa Branca na quarta, quinta e sexta-feira gerou especulações. No sábado, vários críticos afirmaram que, tal como quando adoeceu com a Covid-19, o presidente estava novamente doente e escondido do país.
Voltou a jogar golfe no domingo e novamente na segunda-feira, coincidindo com o Dia do Trabalhador nos Estados Unidos. O impressionante é que costuma passar o feriado no seu clube em Nova Jérsia, onde tem mais contacto com membros e conhecidos, mas desta vez a Casa Branca mudou de planos. Isto sabe-se porque a viagem tinha sido anunciada na semana anterior e cancelada à última hora, sem explicação.
A Casa Branca acusou a imprensa de exagerar nas suas perguntas e de alimentar o sensacionalismo com as suas dúvidas. A porta-voz, Karoline Leavitt, afirmou que o presidente Trump esteve em reuniões e especificou que na quinta-feira almoçou com o diretor do Smithsonian Institution, que supervisiona os museus de Washington, e que na sexta-feira deu uma entrevista ao site ‘Daily Caller’.
A saúde do presidente de 79 anos tem sido motivo de preocupação para muitos americanos desde a administração Biden, especialmente após as tentativas da anterior Casa Branca de esconder o declínio do ex-presidente e acusar os jornalistas de sensacionalismo. Trump, claro, parece mais enérgico do que o seu antecessor, mas as preocupações da imprensa são igualmente legítimas, dada a idade semelhante.
Aos 79 anos, o presidente perdeu peso, mas a sua predileção por fast food e hambúrgueres continua a ser bem conhecida. Os hematomas nas suas mãos não foram esclarecidos, embora alguns órgãos de comunicação social americanos tenham citado analistas médicos que sugerem que podem ser causados por problemas circulatórios ou vasculares relacionados com a idade, o que também explicaria o inchaço nos seus tornozelos. Os exames médicos divulgados por Trump insistem, no seu característico tom hiperbólico, que é “saudável como uma criança”.














