Os ‘coffee breaks’ fazem bem à saúde? Estudo diz que a máquina de café do seu escritório pode estar a deixá-lo em risco de doença

A Europa é a região com a maior prevalência de colesterol no mundo, estimando-se que mais de 50% dos adultos vivam com níveis superiores à média. De acordo com dados do Statista de 2021, a Lituânia registava um dos níveis médios de colesterol mais elevados da Europa, enquanto a Grécia se encontrava entre os mais baixos

Francisco Laranjeira

Costuma tomar café no escritório? Talvez seja melhor repensar os ‘coffee breaks’ enquanto trabalha: de acordo com um estudo de investigadores suecos, os consumidores diários de café correm o risco de ver aumentar os níveis de colesterol e de sofrer de doenças cardiovasculares – isto porque a maioria das máquinas de café nos locais de trabalho continha níveis elevados de substâncias que aumentam o colesterol.

As duas substâncias em causa são o cafestol e o kahweol, ambos presentes nos grãos de café.

Os investigadores da Universidade de Uppsala, em colaboração com a Universidade Técnica Chalmers, recolheram amostras de 14 máquinas de café presentes em salas de descanso de diferentes locais de trabalho, utilizando cinco marcas de café diferentes. Segundo o artigo publicado na revista ‘Nutrition, Metabolism & Cardiovascular Diseases’, as concentrações variaram consoante a máquina e o tempo.

As grandes máquinas de café – o tipo mais comum nos locais de trabalho estudados – e o café fervido numa cafeteira apresentaram a maior concentração de substâncias que aumentam o colesterol. “A partir daqui, deduzimos que o processo de filtragem é crucial para a presença destas substâncias que aumentaram o colesterol no café”, afirmou David Iggman, investigador da Universidade de Uppsala, na Suécia, e principal autor do estudo. “Obviamente, nem todas as máquinas de café conseguem filtrá-las. Mas o problema varia entre os diferentes tipos de máquinas de café, e as concentrações também mostraram grandes variações ao longo do tempo.”

“A maioria das amostras de café continha níveis que poderiam afetar os níveis de colesterol LDL das pessoas que beberam o café, bem como o seu risco futuro de doença cardiovascular”, alertaram os especialistas, lembrando que o colesterol LDL – ou lipoproteína de baixa densidade – é frequentemente designado como o colesterol “mau”.

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“Para as pessoas que bebem muito café todos os dias, é evidente que o café filtrado, ou outro café onde esse processo seja bem feito, é preferível”, acrescentaram – a utilização de filtros de papel filtra quase completamente as moléculas.

A Europa é a região com a maior prevalência de colesterol no mundo, estimando-se que mais de 50% dos adultos vivam com níveis superiores à média. De acordo com dados do Statista de 2021, a Lituânia registava um dos níveis médios de colesterol mais elevados da Europa, enquanto a Grécia se encontrava entre os mais baixos.

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