Vasco Antunes Pereira, CEO da Lusíadas Saúde, sucedeu a Paulo Macedo, e fez a primeira apresentação de quatro veiculadas aos quatro eixos que dão mote à conferência, a transformação, a inovação, a competitividade e a industrialização.
“Vemos que a despesa no setor da saúde continua a subir”, começou por agitar os presentes, referindo o responsável que o peso em Portugal para as famílias “é cerca de 70% cima da média da OCDE”, e concluindo que “é difícil transformar na área da saúde”
“Olhámos para a transformação como transversal na inovação, competitividade e industrialização. No que respeita à transformação, é necessário repensar o modelo assistencial. O que temos é um modelo centrado em hospitais, um modelo de reação em que é na componente final que se coloca todo o stress do sistema. Temos que mudar para ser um sistema baseado na prevenção”, indicou o orador. Da mesma forma, é necessário acelerar a digitalização dos serviços de saúde e valorizar e capacitar os profissionais de saúde. O que já está a fazer a Lusíadas Saúde neste aspeto? “Matemos um foco estratégico na medicina preventiva e longevidade, desenvolvemos soluções tecnológicas e alargamos o investimento”, explicou.
No ‘ramo’ da inovação, Vasco Antunes Pereira destacou que é preciso “integrar IA generativa e modelos de linguagem de grande dimensão nos cuidados de saúde, desenvolver abordagem proativa à medicina de precisão”. Na Lusíadas Saúde, já existe a assistente de voz virtual Lusi, a primeira do mundo para marcação de consultas, tendo sido criada a Lusíadas Knowledge, para concertação dos esforços na área da investigação, e introdução da primeira ressonância magnética do mundo com IA e deep learning integrado, segundo referiu o responsável.
“A escassez de recursos e IA vão estar intimamente ligadas”, alertou o CEO da Lusíadas Saúde.
No eixo da competitividade, foi referido que os caminhos a seguir são “reforçar profissionalização da gestão em saúde, potenciar complementaridade entre setor público e privado e consolidar oferta em especialidades estratégicas. “As nossas organizações não são organizações moderna à luz da realidade de hoje. “Não temos capacidade económica para manter esta dualidade entre setor público e privado”, criticou o orador da conferência, exemplificando que, na Lusíadas Saúde já há reforma de áreas corporativas críticas, abertura de unidades em zonas de baixa penetração de serviços de saúde e consolidação como unidade de referência nacional do Hospital Lusíadas Lisboa.
No último aspeto, a industrialização, foi destacada a necessidade de otimizar operações com escala e consistência, expandir atuação em áreas de baixa integração no sistema de saúde, e integrar práticas de sustentabilidade em saúde. Segundo o CEO da Lusíadas Saúde, a empresa aposta estrategicamente em unidades de ambulatório, expande área da medicina dentária, através da marca HeyDoc e mantém um compromisso com práticas de economia circular e redução de pegada ecológica. Aliás, a sustentabilidade é um fator a nunca esquecer na área da saúde.
“Os hospitais todos juntos, se fossem um país, seriam o quarto maior poluidor do mundo”, alertou Vasco Antunes Pereira.
A XXVIII Conferência Executive Digest conta com o apoio da Caixa Geral de Depósitos, Capgemini, Delta Q, Fidelidade, Galp, Lusíadas Saúde, Randstad, MC Sonae, Unilever, Vodafone, e ainda com a parceria da Capital MC, Neurónio Criativo, Sapo. A Sociedade Ponto Verde é o Parceiro de Sustentabilidade do evento.














