Na sua opinião, quais deviam ser as prioridades do novo Governo em termos de reformas para que Portugal tenha um crescimento sustentável para o futuro?
O crescimento sustentável da economia exige um alívio fiscal real e com impacto imediato. Redução efectiva e visível dos impostos sobre o trabalho são uma emergência, que deve ser tendência em relação ao sistema fiscal em geral.
Intervenção no sistema de saúde e prestação de cuidados médicos com regresso do modelo bem-sucedido das PPP que garantiam maior eficiência aos hospitais com menores custos para o estado.
Sistema de ensino e situação dos professores com revisão do modelo de carreiras e investimento num modelo mais atractivo que atraia novos profissionais.
A estabilidade social, a formação e a intervenção fiscal poderá garantir esse crescimento sustentável.
Atendendo ao actual contexto, que expectativas a nível macroeconómico para Portugal?
A estruturação da nossa economia e a criação de uma estratégia entendível pelos investidores externos poderão criar um cenário macroeconómico mais favorável que assente e estabilize os pilares essenciais da nossa economia, crescimento em volume, emprego e atracção de talento, atractividade de investimento e capacidade de internacionalização.
E quais são as expectativas para o seu sector?
A indústria e as empresas aguardam com expectativa a prossecução das políticas públicas que privilegiem o crescimento da economia de iniciativa privada. A intervenção fiscal com efeitos visíveis e que tenham impacto real na economia, a estabilização social, a intervenção na justiça e na saúde tornando o estado mais eficiente e mais responsivo as necessidades das pessoas, poderá mesmo criar as condições para que o reflexo dessa evolução social tenha impacto positivo na economia e na actividade empresarial.














