O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, prepara-se para ser empossado hoje para um terceiro mandato. Este novo mandato surge após um resultado eleitoral que fez com que o seu partido perdesse a maioria no Parlamento, obrigando-o a depender do apoio de aliados regionais.
Modi, que tem dominado a política indiana desde 2014, precisará, pela primeira vez, do apoio de aliados regionais cuja lealdade tem oscilado ao longo dos anos. Esta nova dependência poderá complicar a implementação da agenda de reformas do governo.
Apoio de Aliados Regionais
Na quarta-feira, dois importantes aliados da Aliança Democrática Nacional (NDA), a coligação liderada pelo partido de Modi, prometeram o seu apoio contínuo. Estes aliados são o Partido Telugu Desam, um ator significativo no Estado de Andhra Pradesh, no sul da Índia, e o Janata Dal, que governa o Estado de Bihar, no norte do país.
“Estamos com a aliança. Participarei da reunião em Délhi hoje”, declarou Chandrababu Naidu, líder do Partido Telugu Desam, aos jornalistas, referindo-se a um encontro da NDA liderada pelo Partido do Povo Indiano (BJP) agendado para o final do dia.
Na mesma quarta-feira, Modi apresentou a sua renúncia à presidente Droupadi Murmu, após uma reunião do gabinete que recomendou a dissolução do Parlamento. Esta é a primeira de muitas formalidades constitucionais que devem ser cumpridas antes de Modi formar um novo governo.
A cerimónia de posse de Modi e do seu novo gabinete está programada para hoje.
A Aliança Democrática Nacional (NDA) conquistou 293 lugares na câmara baixa do Parlamento, que tem um total de 543 membros, ultrapassando os 272 necessários para formar governo. Contudo, o BJP de Modi obteve apenas 240 assentos, um resultado enfraquecido que pode dificultar o aperto fiscal da Índia, conforme alertou a agência de classificação de risco Moody’s.
Os aliados regionais, Telugu Desam e Janata Dal, são conhecidos pelo seu pragmatismo em relação à política económica. No entanto, o novo governo de Modi provavelmente precisará de encontrar fundos adicionais para financiar mais projetos de bem-estar social nos seus estados, conforme as exigências dos aliados.
A maioria enfraquecida da aliança de Modi pode representar desafios significativos para os elementos mais ambiciosos da agenda de reformas do governo, de acordo com a agência de classificação de risco Fitch. No entanto, a Fitch acrescenta, citada pelo Reuters, que, “apesar da pequena maioria, esperamos que persista uma ampla continuidade política, com o governo mantendo o foco no impulso ao investimento, nas medidas de facilidade de fazer negócios e na consolidação fiscal gradual”.














