Um ex-general russo, que criticou publicamente a forma como a Força Aérea russa foi treinada, foi encontrado morto na sua residência no sul da Rússia, em Stavropol Krai: de acordo com a agência de notícias estatal ‘RIA Novosti’, o corpo do tenente-general Vladimir Sviridov, de 68 anos, antigo comandante do 6º Exército da Força Aérea e das Forças de Defesa Aérea, foi encontrado na passada quarta-feira.
Svidirov, em 2007, numa entrevista à revista russa ‘Take Off’, queixou-se de que os pilotos russos estavam a receber formação inadequada. “Um piloto deve ter cerca de 100 horas de voo por ano para estar totalmente pronto para o combate”, sustentou. “No entanto, este ainda não é o caso. O tempo médio de voo no exército é atualmente de entre 25 e 30 horas.”
“Somos obrigados a nomear oficiais não totalmente treinados porque não há melhores”, criticou o militar. “Pelo mesmo motivo estamos a enviar para as academias militares pilotos de terceiro escalão. Isso não aconteceu no passado.”
Antes do desentendimento público, Putin concedeu a Sviridov o título de “Piloto Homenageado da Rússia” em 2005.
De acordo com o jornal russo ‘Kommersant’, o general foi encontrado, ao lado da mulher, numa cama em sua casa, na vila de Adnzhievsky, sendo que a ‘RIA Novosti’ revelou que não foram encontrados sinais de morte violenta e as circunstâncias das mortes estão a ser investigadas. Estavam mortos há cerca de uma semana antes de seus corpos serem encontrados.
Sviridov se formou na Escola Superior de Aviação Militar de Pilotos e Navegadores de Defesa Aérea de Stavropol, serviu no Distrito Militar do Extremo Oriente e comandou um esquadrão aéreo em um grupo de forças soviéticas na Alemanha.
Não é a primeira morte misteriosa de grande repercussão desde que a Rússia lançou a invasão à Ucrânia: em fevereiro último, o major-general do FSB, Vladimir Makarov, foi encontrado morto a tiro em sua casa, perto de Moscovo, num aparente suicídio, após ter sido afastado por Putin














