A Comissão Europeia propôs esta quarta-feira a proibição da venda de produtos de tabaco aquecidos com sabor, num esforço conjunto no espaço europeu para combater o cancro.
A proibição abrangeria apenas o vaping que fornece tabaco aquecido e não afetará muitos cigarros eletrónicos, que contêm apenas nicotina.
Um estudo recente da Comissão mostrou um aumento de 10% nas vendas de produtos de tabaco aquecidos em mais de cinco Estados-membros, enquanto os produtos de tabaco aquecido excederam 2,5% do total de vendas de produtos de tabaco em toda a região.
“Com 9 em cada 10 cancros do pulmão causados pelo tabaco, queremos tornar o fumo o menos atraente possível para proteger a saúde dos nossos cidadãos e salvar vidas”, garantiu a comissária de Saúde e Alimentação da União Europeia, Stella Kyriakides.
Segundo dados da UE, o cancro é a segunda principal causa de morte no bloco europeu, com cerca de 1,3 milhões de mortes e 3,5 milhões de novos casos a cada ano. Estima-se que 40% dos cidadãos europeus vão enfrentar cancro em algum ponto da sua vida, com um impacto económico anual estimado em mais de 100 mil milhões de euros.
A meta da Comissão Europeia é garantir que menos de 5% da população use tabaco até 2040. A proposta de proibição agora vai para os países membros e deputados do Parlamento Europeu para revisão.












