Apple alerta que medidas para regular App Store ameaçam privacidade dos utilizadores

O diretor-executivo da Apple, Tim Cook, criticou hoje as tentativas para regular a App Store, a loja ‘online’ da gigante de tecnologia norte-americana, e garantiu que esses projetos ameaçam a proteção da privacidade dos utilizadores de iPhone.

Executive Digest com Lusa

O diretor-executivo da Apple, Tim Cook, criticou hoje as tentativas para regular a App Store, a loja ‘online’ da gigante de tecnologia norte-americana, e garantiu que esses projetos ameaçam a proteção da privacidade dos utilizadores de iPhone.

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Tim Cook, que falava durante um encontro da Associação Internacional de Profissionais de Privacidade em Washington, procurou reunir apoio sobre esta matéria, numa fase em que responsáveis políticos norte-americanos e de outros países procuram forçar a Apple a tornar possível a instalação de aplicações para telemóveis através de plataformas fora da App Store.

“Estamos profundamente preocupados com regulamentações que prejudicariam a privacidade e a segurança dos serviços”, sublinhou o dirigente, citado pela agência France-Presse (AFP).

“Os perigos que enfrentamos fazem mais do que comprometer os nossos dados, pois comprometem a nossa liberdade como seres humanos”, alertou.

O grupo sedeado em Cupertino, no Estado da Califórnia, encontra-se numa disputa judicial com a Epic Games, criadora do videojogo Fortnite, que procura contornar as regras da App Store e acusa a Apple de exercer um monopólio na compra de bens e serviços na sua loja ‘online’.

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Em novembro, um juiz federal dos EUA determinou que a Apple permitisse um sistema de pagamento alternativo na App Store, mas também decidiu que a Epic Games não conseguiu provar que a Apple violou a lei da concorrência.

A gigante tecnológica encontra-se também envolvida em vários processos com reguladores europeus.

Permitir que os utilizadores do iPhone “instalem manualmente” aplicações de lojas ‘online’ que não sejam a App Store ignoraria o processo de verificação da Apple para evitar vírus e limitar a recolha de dados, vincou Cook.

“Isto significa que as empresas que pretendem explorar os dados poderão contornar as nossas regras de proteção da privacidade e começar a rastrear os nossos utilizadores sem que eles saibam”, assegurou o dirigente.

“Isso também permitiria que atores mal-intencionados contornassem o nosso arsenal de medidas de proteção de privacidade, colocando esses atores em contacto direto com os nossos utilizadores”, referiu ainda.

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As vozes críticas da Apple acusam a empresa de moldar a App Store para sua vantagem exclusiva, arrecadando grande parte das transações financeiras que ocorrem na plataforma e exercendo um controlo estrito sobre os criadores de aplicações.

“Se formos forçados a aprovar pedidos que não foram validados, as consequências serão profundas”, insistiu Tim Cook.

O responsável da Apple assegurou também que a empresa irá continuar a lutar pela sua posição nesta matéria.

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