Face à subida de preços da eletricidade, o ministro do Ambiente e da Ação Climática lançou um pacote de medidas para manter os preços das tarifas reguladas no próximo ano e lembrou que se esta escalada continuar, o regresso ao mercado regulado “se faz num piscar de olhos”.
Já a Autoridade da Concorrência (AdC) não partilha da mesma opinião. Segundo a edição do jornal ‘Público’ de hoje, o regulador alerta para o facto de “por um lado, a possibilidade de os consumidores poderem retornar ao mercado regulado pode levar à saída de operadores de menor dimensão do mercado liberalizado, afetando negativamente a concorrência”, e por outro, manter “artificialmente baixas” as tarifas fixadas pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE).
Face ao nível de preços atual, a AdC salienta que mesmo que “os consumidores do mercado regulado beneficiem temporariamente de tarifas mais baixas, o desfasamento face aos preços do Mibel será repercutido nas tarifas dos anos seguintes”, porque há um desvio do valor entre os proveitos que o operador (a SU Eletricidade) espera receber e o valor que efetivamente recebe.














