Está a aumentar a procura por palácios, casas senhoriais e castelos no centro da Europa por parte de investidores imobiliários. De acordo com a Engel & Völkers, mediadora de imóveis de luxo, há cada vez mais clientes interessados no segmento premium de casas senhoriais em zonas rurais, bem como moradias históricas.
A multinacional alemã conclui ainda que o número limitado deste tipo de propriedades que chega ao mercado significa que os preços das grandes propriedades rurais e moradias históricas manter-se-ão estáveis no futuro.
David Scheffler, CEO da Engel & Völkers em França, Bélgica e Países Baixos, explica que foi a pandemia que motivou esta tendência “de aspirar a um modo de vida do campo”. “As propriedades verdadeiramente excecionais, como casas senhoriais, adegas e castelos são agora ainda mais procuradas. Tais propriedades raramente chegam ao mercado e são altamente desejáveis entre aqueles que têm um olhar atento sobre tais patrimónios”, referiu.
Franceses são os principais compradores da Europa
Adquirir, restaurar e manter este tipo de propriedades históricas e rurais envolve uma grande responsabilidade, experiência e dedicação. Os clientes interessados neste segmento de mercado, avança a Engel & Völkers, provêm maioritariamente da China, EUA e América do Sul. Já na Europa, os franceses são o que constituem o maior grupo de clientes, com mais de 60%.
Para os clientes franceses da mediadora, as propriedades vinícolas são as mais interessantes, por serem um “investimento de prestígio” e que permite aos proprietários realizar um sonho.
O “Château de Mazelieres” do século XVII, por exemplo, está à venda por 2,95 milhões de euros. Situado perto da comuna francesa de Nérac, que foi a corte do rei Henrique IV durante o período renascentista, a propriedade tem 1.834 metros quadrados, 57 hectares de terreno, oito quartos e seis casas de banho. Faz parte de uma região vinícola, com as encostas orientadas para o sol para que sejam garantidas a luz solar e uma boa vindima.
Enquanto as propriedades rurais com vinhas são normalmente adquiridas por investidores amantes da vinicultura, como produtores e comerciantes profissionais, os castelos dos séculos XVII e XVIII são particularmente populares entre os clientes franceses.
Para além deste potencial de valorização, o retorno emocional de residir em tais muros históricos e de fazer parte da preservação da história real é o que realmente importa para muitos proprietários.














