51.º estado? Trump lança ideia explosiva sobre a Venezuela após vitória no… basebol

Declaração surge num momento particularmente sensível, depois de uma intervenção militar dos Estados Unidos que levou à captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e abriu um novo ciclo político em Caracas, com mais de uma centena de mortos e uma fase de cooperação com Washington

Francisco Laranjeira

O presidente americano, Donald Trump, sugeriu que a Venezuela poderia tornar-se o “51º estado” dos Estados Unidos, numa declaração inesperada feita após a vitória da seleção venezuelana sobre Itália no Clássico Mundial de Basebol. A informação é avançada pelo ’20 Minutos’, num contexto marcado por tensões energéticas e instabilidade geopolítica.

“Coisas boas têm acontecido na Venezuela ultimamente”, afirmou Trump na sua rede social ‘Truth Social’, após destacar o resultado desportivo. O presidente americano questionou ainda “qual é a razão dessa magia?”, antes de incentivar os seus seguidores a apoiarem a ideia de integração da Venezuela como um novo estado americano.

A declaração surge num momento particularmente sensível, depois de uma intervenção militar dos Estados Unidos que levou à captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e abriu um novo ciclo político em Caracas, com mais de uma centena de mortos e uma fase de cooperação com Washington.

Trump elogiou também a gestão dos recursos energéticos venezuelanos, destacando o papel da atual liderança interina. “Milhões, literalmente milhões de barris de petróleo estão a ser extraídos”, afirmou, sublinhando o potencial energético do país.

O contexto internacional agrava o impacto destas declarações. Os EUA enfrentam uma crise no setor energético e acompanham de perto a escalada de tensões com o Irão, num cenário que pode ter repercussões no mercado global do petróleo.

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A intervenção em Caracas e o controlo dos recursos energéticos fazem parte de uma estratégia mais ampla de Washington, que já assumiu a intenção de “administrar” temporariamente o país até uma transição política considerada estável.

As palavras de Trump reforçam a perceção de uma nova fase na relação entre os dois países, marcada por ambições estratégicas, interesses energéticos e declarações que estão a gerar forte reação internacional.

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