2026. Acima de tudo, transformação, num ano desafiante, marcado por imprevisibilidade e rápidas mudanças no cenário global e que exige dinamismo de todos. Neste ambiente, a confiança será uma ferramenta decisiva para permitir o progresso e a evolução de Portugal. Para compreender os principais desafios e metas que Portugal enfrentará nos próximos meses, a Executive Digest ouviu vários líderes de empresas e instituições nacionais.
Nesse sentido, ficaremos a conhecer o que o ministro Adjunto e da Reforma do Estado antecipa para um ano que exige, com responsabilidade, decisão, execução, equilíbrios delicados, optimismo e esperança (com cheiro a pólvora) e ambição colectiva.
- Quais os maiores desafios e alterações que o seu sector e empresa, em particular, pode enfrentar em 2026?
- Que impacto terá o actual quadro geopolítico no seu sector?
- Alguma oportunidade que a sua empresa/ sector não pode perder em 2026?
- Uma palavra que possa definir 2026.
1. O ano de 2026 será particularmente exigente para o setor do turismo, sendo necessária uma leitura clara do contexto atual, decisões estruturantes e uma elevada capacidade de adaptação. Depois de 2025 ter sido o melhor ano de sempre para o Pestana Hotel Group – um ano que ficou igualmente marcado pela expansão internacional, com a aquisição de um hotel em Bruxelas – entramos em 2026 com confiança, mas também com plena consciência dos desafios que temos pela frente.
Do ponto de vista setorial, um dos principais desafios continuará a ser a pressão sobre infraestruturas críticas, em especial a nível aeroportuário. As limitações sentidas em Lisboa e no Algarve, sobretudo nos períodos de maior procura, têm impacto direto na experiência de quem nos visita e na perceção do destino Portugal. A decisão sobre o futuro aeroporto de Lisboa será determinante não apenas para o turismo, mas para a competitividade do país, num setor fortemente dependente da conectividade, da eficiência e da previsibilidade. A par disso, a gestão dos custos operacionais, a capacidade de atrair, desenvolver e reter talento e a resposta a clientes cada vez mais exigentes – que valorizam experiências personalizadas, sustentáveis e consistentes – continuarão a marcar a agenda do setor.
2. O enquadramento geopolítico acrescenta uma camada adicional de complexidade. A evolução das relações entre a Europa e os Estados Unidos, num contexto internacional marcado por incerteza e volatilidade, terá impacto na mobilidade, nos fluxos turísticos e no ambiente económico global. Nestes cenários, a estabilidade política, a confiança institucional e a clareza estratégica tornam-se fatores decisivos na escolha dos destinos. Para um grupo com presença internacional, como o Pestana Hotel Group, esta realidade reforça a importância da diversificação geográfica, de uma gestão prudente do risco e de operações sólidas, capazes de responder a diferentes contextos económicos e políticos.
3. Assim, apesar dos desafios, 2026 representa uma oportunidade que o setor não pode desperdiçar. O turismo continuará a ser um dos pilares da economia nacional e tem condições para crescer de forma mais qualificada, equilibrada e sustentável. A valorização do portefólio, a modernização dos ativos, o investimento em sustentabilidade e a aposta contínua nas pessoas serão determinantes para reforçar a diferenciação do destino Portugal e das marcas que nele operam. No caso do Pestana Hotel Group, projetos como a abertura do Pestana Dunas, no Porto Santo, refletem essa ambição de crescimento responsável, alinhada com a preservação ambiental e com a criação de valor a longo prazo. Também continuaremos à procura de entrar em novos mercados internacionais e em Portugal a desenvolver novos projetos, designadamente na área do Pestana Residences.
4. Se tivesse de definir 2026 numa palavra, seria CONFIANÇA: confiança no setor, nas pessoas – que continuam a ser o maior ativo do Grupo – e na capacidade de tomar decisões que assegurem um crescimento sustentável, num mundo em constante transformação e onde a incerteza passou a ser a normalidade nos processos de gestão.






